28022024Qua
AtualizadoQua, 28 Fev 2024 5pm

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Daichii Sankyo

 

ASCO atualiza diretriz de conduta para o teste de HER2 no câncer de mama

wolff bxO brasileiro Antonio Wolff (foto) é o primeiro autor de nova diretriz de conduta publicada em junho no Journal of Clinical Oncology  (JCO) para atualizar as recomendações para testes do receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) no câncer de mama. O painel de especialistas está ciente de que uma nova geração de conjugados anticorpo-droga (ADCs) direcionados à proteína HER2 é ativa contra os tumores de mama que carecem de superexpressão de proteínas ou amplificação de genes.

Nesta diretriz de conduta, Wolff e colegas reconhecem a indicação de trastuzumabe deruxtecana quando HER2 não é superexpresso ou amplificado, destacando que as práticas recomendadas para distinguir IHC 0 de 1+ agora são clinicamente relevantes. “Esta atualização confirma as recomendações anteriores de relatórios de HER2 e oferece um novo comentário acerca de testes de HER2 para destacar a relevância atual dos resultados IHC 0 versus 1+ , com diretrizes práticas para distinguir essas diferenças geralmente sutis”, descreve o painel de especialistas.

A nova diretriz de conduta observa que as recomendações para o teste de HER2 se concentravam na identificação da superexpressão da proteína HER2 ou na amplificação do gene no câncer de mama para identificar pacientes para terapias que interrompem a sinalização de HER2.   Agora, diante das novas evidências do ensaio DESTINY-Breast04, a atualização reconhece uma nova indicação para trastuzumabe deruxtecana quando HER2 não é superexpresso ou amplificado, mas é imuno-histoquímica (IHC) 1+ ou 2+ sem amplificação por hibridização in situ.

Modi et al mostraram neste estudo aberto de fase III (DESTINY-Breast04) melhora significativa na sobrevida em pacientes com câncer de mama sem superexpressão ou amplificação de HER2, mas com imuno-histoquímica (IHC) 1+ ou IHC 2+ com hibridação in situ (ISH) não amplificada, tratados com o ADC  trastuzumabe-deruxtecana em comparação com a quimioterapia de escolha do médico após progressão para doença metastática. Os participantes do braço controle não tiveram acesso a trastuzumabe deruxtecana após a progressão e os pacientes com resultados IHC 0 foram excluídos do estudo.

A partir desses resultados, a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) ampliou a indicação para trastuzumabe deruxtecana no câncer de mama e aprovou a pré-comercialização do teste de anticorpo IHC monoclonal usado no DESTINY-Breast04 (anticorpo monoclonal de coelho anti-HER2/neu (4B5) avaliado por Ventana (BenchMark ULTRA) para identificar pacientes com câncer de mama sem superexpressão ou amplificação de HER2 que podem ser elegíveis para tratamento com trastuzumabe deruxtecana.

Wolff e colegas ressaltam a importância da pontuação IHC semiquantitativa para garantir que os pacientes que atendem aos critérios de elegibilidade para trastuzumabe deruxtecana possam ser identificados. Assim, a recomendação para os patologistas é de reforçar as melhores práticas para distinguir IHC 1+ de 0, examinando as lâminas coradas com HER2 IHC usando os critérios de pontuação padronizados das diretrizes ASCO-CAP e também examinando HER2 IHC em alta potência (40 ×) ao discriminar a coloração 0 de 1+.

Nos casos de segunda revisão, quando os resultados estiverem próximos do limiar interpretativo 0 versus 1+ (>10% das células com coloração incompleta da membrana fraca/quase imperceptível), o patologista deve usar controles com uma faixa de expressão de proteína (incluindo 1+) para ajudar a garantir um limite de detecção apropriado.

A diretriz de conduta atual também reforça a importância de dedicar especial atenção às condições pré-analíticas das amostras de tecido de câncer de mama de locais primários e metastáticos, considerando que pode haver heterogeneidade nos níveis de expressão de HER2 entre as amostras.

Em síntese, a atualização da diretriz de conduta discute qual o algoritmo ideal para avaliar o status do receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) e quais estratégias podem ajudar a garantir desempenho e interpretação ideais.  O guideline é dirigido a oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, radiologistas, patologistas e outros provedores de cuidados avançados na oncologia.

Referência: Wolff AC, Somerfield MR, Dowsett M, Hammond MEH, Hayes DF, McShane LM, Saphner TJ, Spears PA, Allison KH. Human Epidermal Growth Factor Receptor 2 Testing in Breast Cancer: ASCO-College of American Pathologists Guideline Update. J Clin Oncol. 2023 Jun 7:JCO2202864. doi: 10.1200/JCO.22.02864. Epub ahead of print. PMID: 37284804.

 

 

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