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KEYNOTE-042: seguimento de 5 anos continua a mostrar benefício de pembrolizumabe no CPCNP avançado PD-L1-positivo

gilberto castroA monoterapia com pembrolizumabe continua a mostrar benefício de sobrevida global a longo prazo e respostas duráveis em comparação com a quimioterapia como tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado/metastático, sem alterações EGFR/ALK, PD-L1 positivo, independentemente do score de PD-L1. Os resultados são de análise de 5 anos de seguimento do estudo de fase 3 KEYNOTE-042 e foram publicados no Journal of Clinical Oncology (JCO), em artigo que tem o oncologista Gilberto de Castro Jr. (foto) como primeiro autor.

No estudo randomizado de Fase 3 KEYNOTE-042, pacientes elegíveis com CPCNP avançado/metastático sem alterações de EGFR/ALK e com escore de proporção tumoral (TPS) de imunoexpressão de PD-L1 ≥ 1% receberam pembrolizumabe 200 mg uma vez a cada 3 semanas por 35 ciclos ou quimioterapia (carboplatina + paclitaxel ou pemetrexede) por 4-6 ciclos com pemetrexede de manutenção opcional.

Os pacientes que completaram 35 ciclos de pembrolizumabe com doença pelo menos estável puderam iniciar o segundo curso de pembrolizumabe após a progressão. Foram randomizados 1274 pacientes (pembrolizumabe, n = 637; quimioterapia, n = 637). O tempo médio de acompanhamento foi de 61,1 (variação, 50,0-76,3) meses.

Os desfechos primários foram a sobrevida global (SG) nos grupos PD-L1 TPS ≥ 50%, ≥ 20% e ≥ 1%. Os desfechos secundários foram a sobrevida livre de progressão (SLP, definida como tempo desde a randomização até a progressão documentada da doença ou morte por qualquer causa) e a taxa de resposta objetiva (ORR, definida como uma proporção de pacientes com resposta completa ou resposta parcial confirmada radiologicamente), ambos avaliados por RECIST v1.1 em revisão central independente cega, e segurança.

Os resultados de SG favoreceram pembrolizumabe em comparação com a quimioterapia) independentemente do score de proporção tumoral (TPS) de PD-L1 (hazard ratio [95% CI] para TPS ≥ 50%, 0,68 [0,57 a 0,81]; TPS ≥ 20%, 0,75 [0,64 a 0,87]; TPS ≥ 1 %, 0,79 [0,70 a 0,89]), com taxas estimadas de SG em 5 anos com pembrolizumabe de 21,9%, 19,4% e 16,6%, respectivamente. Não foram identificadas outras toxicidades diferentes daquelas já conhecidas.

A taxa de resposta objetiva foi 84,3% entre 102 pacientes que completaram 35 ciclos de pembrolizumabe e 15,2% entre 33 pacientes que receberam o segundo curso de pembrolizumabe. A monoterapia de primeira linha com pembrolizumabe continuou a mostrar benefício clínico durável versus quimioterapia após 5 anos de acompanhamento e continua sendo uma alternativa de tratamento para essa população de pacientes.

“Com taxas de sobrevida global em 5 anos de até 22%, esses dados fornecem suporte ao uso contínuo da monoterapia com pembrolizumabe como tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado/metastático positivo para PD-L1 sem tratamento prévio”, concluíram os autores.

Referência: de Castro Jr G, Kudaba I, Wu Y-L et al. Five-Year Outcomes With Pembrolizumab Versus Chemotherapy as First-Line Therapy in Patients With Non–Small-Cell Lung Cancer and Programmed Death Ligand-1 Tumor Proportion Score ≥ 1% in the KEYNOTE-042 Study. JCO; Published online 28 October 2022. DOI: 10.1200/JCO.21.02885

 


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