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AtualizadoQui, 11 Ago 2022 5pm

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Daichii Sankyo

Nova abordagem mostra resultados no rastreamento do câncer de mama

cáncer de mama 2021 bxA mamografia digital bidimensional de campo total (2D) é o padrão atual de rastreamento do câncer de mama. Em análise reportada no Lancet Oncology, Heindel et al argumentam que a tomossíntese digital da mama gera conjuntos de dados pseudo-tridimensionais a partir dos quais mamografias 2D sintetizadas (s2D) podem ser reconstruídas. “Essa abordagem inovadora reduz a probabilidade de sobreposição de tecidos mamários que podem ocultar características de malignidade. Nosso objetivo foi comparar a tomossíntese digital da mama mais a mamografia s2D com a mamografia de rastreamento digital para a detecção do câncer de mama invasivo”, descrevem os autores.

Neste estudo multicêntrico randomizado de superioridade (TOSYMA) foram incluídas 17 unidades de triagem em dois estados da Alemanha. Foram elegíveis mulheres de 50 a 69 anos convidadas a participar de um programa de rastreamento do câncer de mama, randomizadas (1:1) para realizar tomossíntese digital da mama mais mamografia s2D ou mamografia digital isoladamente. Os endpoints primários foram a taxa de detecção de câncer de mama invasivo e a taxa de câncer invasivo em 24 meses, em análise por intenção de tratar. As taxas de câncer de intervalo serão relatadas posteriormente.

Nesta análise, entre 5 de julho de 2018 e 30 de dezembro de 2020, foram randomizadas 99.689 mulheres para tomossíntese digital da mama mais mamografia s2D (n = 49.804) ou mamografia digital (n = 49.830). No grupo de tomossíntese digital da mama mais s2D foram identificados 354 casos de câncer de mama invasivo entre 49.715 mulheres com dados avaliáveis (taxa de detecção de 7,1 casos por 1.000 mulheres rastreadas) e em 240 de 49.762 mulheres no grupo de mamografia digital (4,8 casos por 1.000 mulheres rastreadas; razão de risco 1,48 [IC 95% 1,25-1,75]; p <0,0001).

Quando considerado o perfil de segurança, eventos adversos e deficiências do dispositivo foram raros (seis eventos adversos em cada grupo; 23 deficiências do dispositivo na tomossíntese digital da mama mais o grupo s2D versus cinco deficiências do dispositivo no grupo mamografia digital) e nenhum evento adverso grave foi relatado.

“Os resultados deste estudo indicam que a taxa de detecção do câncer de mama invasivo foi significativamente maior com a tomossíntese digital da mama mais mamografia s2D do que com a mamografia digital sozinha. A avaliação das taxas de câncer de intervalo no estudo de acompanhamento ajudará a investigar melhor os benefícios incrementais a longo prazo da triagem digital através de tomossíntese de mama”, concluem os autores.

Este estudo tem financiamento da Fundação Alemã de Pesquisa e está registrado no ClinicalTrials.gov: NCT03377036.

https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03377036

Referências:

DOI:https://doi.org/10.1016/S1470-2045(22)00194-2

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