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AtualizadoQui, 29 Jul 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Planos de saúde passam a cobrir esfíncter artificial

Incontin__ncia_3_NET_OK.jpgO esfíncter urinário artificial, prótese que substitui o mecanismo natural e é considerada padrão ouro para o tratamento da incontinência urinária masculina foi incluído no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde janeiro de 2014. Eficaz em casos de incontinência masculina grave, os planos de saúde agora são obrigados a autorizar o tratamento, considerado de alto custo.

Dos pacientes que se submetem à cirurgia de próstata, até 20% ficam com algum grau de perda urinária no primeiro ano após o procedimento. A maioria deles apresenta uma perda muito pequena, um gotejamento ao tossir ou espirrar, por exemplo. “Após um ano da cirurgia é que podemos verificar a intensidade da perda. Cerca de 6% a 8% dos pacientes apresentam uma perda significativa e precisam do tratamento cirúrgico para incontinência urinaria”, explica Flávio Trigo, urologista do Hospital Sírio-Libanês e especialista em incontinência urinária.

Qualidade de vida

Estudos apontam que doenças no sistema urinário são as que mais afetam a qualidade de vida das pessoas, perdendo apenas para a depressão. Uma pessoa com incontinência urinária, por exemplo, se distancia do convívio social. “A vida do paciente muda após colocar o esfíncter artificial. Ele passa a ter uma rotina normal e retomar as atividades cotidianas impossíveis até então para quem tem incontinência urinária, como viajar, ir ao cinema ou participar de uma reunião longa de trabalho”, explica Trigo. Segundo o especialista, os bons resultados obtidos com a colocação da prótese chegam a 90%.

Foi o que aconteceu com Marcos Silveira*, que descobriu o câncer de próstata em um exame de rotina em 1999, aos 60 anos de idade. Submetido à cirurgia, um ano após o procedimento ele continuava apresentando incontinência urinária leve, mas incômoda. “Meu esfíncter natural não perdeu a capacidade de fechar o canal da uretra. Ele fecha, corta, mas não consegue sustentar por muito tempo segurando. Durante a noite eu conseguia cortar a urina, mas ficava sempre um certo gotejamento”, conta.

A orientação do médico foi a colocação do esfíncter artificial. O resultado, segundo Marcos, valeu a pena. “Coloquei há 14 anos e funciona muito bem, até agora não tive nenhuma queixa. “Você muda sua qualidade de vida, passa a ter uma vida normal, como outra qualquer”, comemora Marcos, que hoje aos 75 anos faz apenas o acompanhamento anual.

O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não oferece o tratamento, mas os especialistas insistem na inclusão do procedimento, dada a importância do impacto na rotina do paciente. “Sobre a queda na qualidade de vida do paciente, quando ele passa a ter incontinência urinária pós-cirurgia, costumamos dizer que a pessoa deixou de ter um câncer na próstata e passou a ter um câncer social”, lamenta, ressaltando a importância da inclusão do procedimento também no serviço público.

Alternativa para casos mais leves

Nos casos leves e moderados, o tratamento pode ser feito com slings – malhas cirúrgicas que funcionam como um suporte reforçando a sustentação da uretra – também incluído no rol de procedimentos da ANS. O sling é diferente do esfíncter, ele procura comprimir a uretra o suficiente para evitar a perda mas permitir que a pessoa consiga urinar. “O índice de eficácia é menor que o esfíncter, mas pode ser indicado para pacientes que apresentem quadros mais leves de incontinência”, explica Trigo.

*Nome fíctcio


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