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AtualizadoTer, 17 Maio 2022 6pm

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Daichii Sankyo

Novo padrão no carcinossarcoma ginecológico

andreia melo 2020 bxPublicado no Journal of Clinical Oncology (JCO), estudo randomizado de fase III (NCT00954174) de pesquisadores do NRG Oncology Group mostrou que a quimioterapia com paclitaxel e carboplatina não foi inferior ao regime paclitaxel e ifosfamida no tratamento de pacientes com carcinossarcoma uterino. “Os resultados confirmam que a combinação de paclitaxel e carboplatina é um esquema posológico conveniente e seguro e deve ser a terapia padrão para pacientes com carcinossarcomas ginecológicos”, afirma a oncologista Andreia Melo (foto), chefe da Divisão de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Diretora de Pesquisa do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA/GBTG).

Neste estudo, foram incluídas pacientes com carcinossarcoma primário do útero ou ovário virgens de quimioterapia para receber paclitaxel com carboplatina (PC) ou a combinação de paclitaxel com ifosfamida (PI) a cada 3 semanas por 6-10 ciclos.

O estudo envolveu 536 pacientes com carcinossarcoma uterino e 101 pacientes com carcinossarcoma de ovário, sendo 449 e 90 elegíveis, respectivamente. A análise primária considerou exclusivamente pacientes com carcinossarcoma uterino, randomizadas para PC (N= 228) ou PI (N=221). Dessa população, 40% tinham doença estágio I, 6% estágio II, 31% estágio III, 15% estágio IV e 8% doença recorrente.

Os resultados reportados por Powell et al. mostram que PC não foi inferior a PI. A mediana de sobrevida global foi de 37 versus 29 meses (HR = 0,87; IC 90%, 0,70 a 1,075; P < 0,01 para não inferioridade, P > 0,1 para superioridade). A sobrevida livre de progressão mediana foi de 16 versus 12 meses, novamente em favor do braço experimental (HR = 0,73; P = < 0,01 para não inferioridade, P < 0,01 para superioridade).

As toxicidades foram semelhantes, exceto que mais pacientes no braço PC tiveram toxicidade hematológica e mais pacientes no braço PI tiveram hemorragia geniturinária. Entre 90 pacientes elegíveis com carcinossarcoma ovariano, aquelas no braço PC tiveram sobrevida global mais prolongada (30 versus 25 meses) e maior sobrevida livre de progressão (15 versus 10 meses) do que aqueles no braço PI, embora não tenha atingido significância estatística.

Em conclusão, o regime paclitaxel e carboplatina não foi inferior em relação à sobrevida global e demonstrou melhora na sobrevida livre de progressão comparado a paclitaxel e ifosfamida em pacientes com carcinossarcoma uterino.

Referências: Randomized Phase III Trial of Paclitaxel and Carboplatin Versus Paclitaxel and Ifosfamide in Patients With Carcinosarcoma of the Uterus or Ovary: An NRG Oncology Trial - Matthew A. Powell, David S. Miller et al - DOI: 10.1200/JCO.21.02050 Journal of Clinical Oncology - Published online January 10, 2022.

 


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