09032021Ter
AtualizadoSeg, 08 Mar 2021 6pm

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Daichii Sankyo

Ramucirumab é aprovado pelo FDA para câncer de estômago

Est__mago_News_3_OK.jpgOs resultados do estudo clínico conduzido por investigadores do Dana- Farber Cancer Institute foram decisivos para embasar a decisão do Food and Drug Administration (FDA) de aprovar a primeira droga alvo molecular como tratamento de segunda linha no câncer de estômago avançado ou câncer de junção gastroesofágica. 

O novo agente chega sob o nome comercial de Cyramza, fabricado pela Lilly Oncology, indicado para pacientes que progrediram após falha da quimioterapia padrão com fluoropirimidina ou à base de platina.

Nos Estados Unidos, estima-se que 22.290 pessoas serão diagnosticadas com câncer de estômago em 2014, e 10.990 morrerão da doença. No Brasil, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 20 mil novos casos da doença devem surgir este ano.

Adecisão do FDA ampara-se nos resultados do estudo liderado por Charles Fuchs, do Dana-Farber, primeiro autor do estudo REGARD, publicado em 2013, que mostrou benefícios do ramucirumab, com impacto significativo na sobrevida e nas taxas de progressão da doença na comparação com o braço placebo.

Ramucirumab é um anticorpo monoclonal que atua na angiogênse do câncer, impedindo o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos para nutrir o crescimento tumoral. Em ensaio clínico, ramucirumab aumentou em 37% a mediana de sobrevida global dos pacientes com câncer de estômago avançado, com 5,2 meses versus 3,8 meses em relação ao braço placebo, com aumento de 62% na sobrevida livre de progressão - 2,1 meses versus 1,3 mês. “É um benefício modesto, mas é claramente melhor do que o que estávamos fazendo anteriormente", explica Fuchs.

A eficácia do fármaco parece ser maior quando combinada com a quimioterapia. O estudo RAINBOW, apresentado no ASCO GI deste ano, mostrou os resultados da combinação de ramucirumab e paclitaxel em pacientes com câncer de estômago avançado ou de junção gastroesofágica. O estudo demonstrou que a combinação prolongou a sobrevida global, saltando de uma mediana de 7,36 meses para 9,63 meses.

 

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