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AtualizadoSex, 17 Set 2021 1pm

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Daichii Sankyo

Quimioterapia neoadjuvante em gestantes com câncer cervical

cristiano padua 2020 ok bxRevisão multicêntrica retrospectiva conduzida em 12 instituições de seis países latino-americanos buscou descrever os resultados oncológicos e obstétricos em pacientes com diagnóstico de câncer do colo do útero durante a gravidez que tiveram um parto bem-sucedido após quimioterapia neoadjuvante. O oncologista Cristiano de Souza Pádua (foto), do Hospital de Câncer de Barretos, é coautor do trabalho publicado no International Journal of Gynecological Cancer.

Os dados coletados entre janeiro de 2007 e dezembro de 2018 incluíram características clínicas, agentes quimioterápicos neoadjuvantes, tratamento, desfechos obstétricos e oncológicos.

Foram incluídas trinta e três pacientes com mediana de 34 anos de idade (variação de 31 a 36). Vinte mulheres (60,6%) foram diagnosticadas em estágio inicial (IB) e 13 (39,4%) em estágio localmente avançado (IIA-IIIB) de acordo com a classificação FIGO 2009. Carboplatina e paclitaxel foi a combinação mais utilizada (60,6%). As taxas de resposta parcial e completa foram de 27,3% e 9,1%, respectivamente. A mediana de idade gestacional ao parto foi de 35 semanas (variação de 34–36), e todas as pacientes tiveram parto cesáreo.

Trabalho de parto prematuro, placenta percreta ou restrição de crescimento intrauterino foram documentados em sete pacientes (21,2%). Dois neonatos (6,1%) nasceram com baixo peso. O tratamento definitivo foi quimiorradioterapia primária em 19 pacientes (57,6%), histerectomia radical em 11 (33,3%), histerectomia radical abandonada com linfadenectomia para-aórtica e transposição ovariana em uma paciente (3,0%) e nenhum tratamento adicional em 2 pacientes (6,1%). Após um acompanhamento médio de 16,3 meses (intervalo 2,0–36,9), 8 pacientes (26,7%) apresentaram doença recorrente. Destas, quatro (13,3%) morreram pela doença.

“A quimioterapia neoadjuvante pode ser oferecida a pacientes que desejam preservar uma gravidez em curso para atingir a maturidade fetal. As consequências a longo prazo da quimioterapia na criança ainda não foram determinadas”, concluíram os autores

Referência: Lopez A, Rodriguez J, Estrada E, et al - Neoadjuvant chemotherapy in pregnant patients with cervical cancer: a Latin-American multicenter study - International Journal of Gynecologic Cancer 2021;31:468-474. - http://dx.doi.org/10.1136/ijgc-2020-001764

 

 

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