31072021Sáb
AtualizadoQui, 29 Jul 2021 4pm

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Epidemiologia do melanoma uveal no Brasil

evandro lucena bxEvandro Lucena (foto), oftalmologista especialista em oncologia ocular e pesquisador da Divisão de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento Tecnológico do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é primeiro autor de estudo publicado no periódico International Journal of Retina and Vitreous que buscou compreender as características do melanoma uveal no Brasil. “Os dados epidemiológicos são essenciais para o planejamento de estratégias de tratamento precoce e alocação de recursos médicos”, ressalta o especialista.

O estudo epidemiológico descritivo avaliou os Registros Brasileiros de Câncer de Base Hospitalar para determinar a prevalência de melanoma uveal no país entre 2000 e 2016.

Os melanomas da úvea foram identificados com base nos códigos C69.3 (coroide), C69.4 (corpo ciliar e íris) e C69.2 (retina) derivados do banco de dados Integrador. O teste de Kolmogorov‐Smirnov foi usado para avaliação da normalidade dos dados, e o teste t e qui-quadrado foram utilizados ​​para variáveis ​​categóricas e contínuas, respectivamente, usando o software SPSS.

As principais medidas foram idade, sexo, nível de escolaridade, distribuição regional, estadiamento clínico no momento do diagnóstico, tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento (≤ 60 dias versus> 60 dias) e terapia de primeira linha (cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação de tratamentos).

Resultados

Os resultados demonstraram a ocorrência de 2166 casos de melanoma uveal, representando 5,4% de todos os casos de melanoma. Foi observada uma prevalência maior em mulheres (1.139 casos, 52,6%) em comparação com os homens (1.027 casos, 47,4%). A distribuição etária revelou 1411 casos (65,1%) no grupo entre 41 e 69 anos.

Um total de 429 (19,8%) casos foram classificados como doença inicial e 334 (15,4%) como doença avançada (metástases regionais ou à distância). O estadiamento como doença inicial foi mais frequente (113–24,8%) em pacientes com escolaridade maior que 8 anos do que em pacientes com escolaridade menor que 8 anos (179–17,6%), refletindo disparidades no acesso à saúde entre essas duas populações.

Nenhuma diferença foi observada em termos de diagnóstico, estadiamento e tratamento após a entrada em vigor da chamada “Lei dos 60 dias” (Lei Federal 12.732/12), que regulamenta o período máximo de espera do paciente com câncer para iniciar o tratamento.

O estudo conta com a coautoria dos pesquisadores Daniel Cohen Goldemberg, Luiz Claudio Santos Thuler e Andreia Cristina de Melo.

Referência: Lucena, E., Goldemberg, D.C., Thuler, L.C.S. et al. Epidemiology of uveal melanoma in Brazil. Int J Retin Vitr 6, 51 (2020). https://doi.org/10.1186/s40942-020-00261-w

 


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