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AtualizadoTer, 24 Maio 2022 1pm

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Daichii Sankyo

Fatores preditivos de recorrência no adenocarcinoma da junção esofagogástrica

flavio takeda bxEstudo de pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) avaliou o padrão de recorrência e os fatores de risco associados à recorrência em pacientes com adenocarcinoma da junção esofagogástrica submetidos à ressecção cirúrgica. Os resultados foram publicados no American Journal of Surgery, em artigo que tem como primeiro autor o cirurgião oncológico Flávio Roberto Takeda (foto).

"Nosso estudo representa um grande passo para a avaliação pré-operatória multidisciplinar dos tumores de junção esofagogástrica, reforçando ainda mais a necessidade de avaliação em conjunto", afirma Takeda.

Os pesquisadores avaliaram 188 pacientes com adenocarcinoma da junção esofagogástrica que receberam tratamento cirúrgico com intenção curativa. As recorrências foram categorizadas como loco-regionais, peritoneais ou distantes. Foram comparados os resultados desses três grupos de recorrência, além de um grupo de não recorrência, e obtidos dados de sobrevida geral (SG) e sobrevida livre de doença (SLD) para cada um dos grupos.

A recidiva foi observada em 72 (38,3%) pacientes. Dezessete pacientes (23,6%) apresentaram recidiva locorregional; 20 pacientes (27,8%) apresentaram recorrência peritoneal e 35 pacientes (48,6%) metástases à distância.

A sobrevida livre de doença (SLD) foi de 9 meses para pacientes com recidiva locorregional; 5 meses para aqueles que apresentaram recorrência peritoneal; e 8 meses para pacientes com metástases à distância. A sobrevida global (SG) foi de 21,8, 13,2 e 20,8 meses, respectivamente.

Tumores maiores que 5 cm são fatores de risco para recorrência peritoneal (OR: 2,88, p = 0,012). Linfonodos positivos foram relacionados a metástases à distância (OR: 9,15, p = 0,040) e invasão linfática à recorrência loco-regional (OR: 3,81, p = 0,028).

“A recorrência no adenocarcinoma da junção esofagogástrica está relacionada a um mau prognóstico. Nossos resultados indicam que as metástases à distância foram mais frequentes, seguidas das peritoneais e loco-regionais. A recorrência peritoneal e grandes tumores predizem o pior resultado de sobrevida após análise multivariável”, concluíram os autores. 

Referência: Predictive factors of recurrence in adenocarcinoma of the esophagogastric junction in the multimodal era - Flavio Roberto Takeda et al - Published: August 22, 2020 - DOI:https://doi.org/10.1016/j.amjsurg.2020.07.031

 

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