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AtualizadoQui, 30 Jul 2020 6pm

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Ki-67 e decisão terapêutica no câncer de mama inicial

MAMA bxA atividade proliferativa do índice Ki-67 é importante na tomada de decisão de tratamento adjuvante no câncer de mama receptor hormonal, em pacientes com doença inicial. Análise realizada a partir de dados de 5 anos da experiência institucional do St. Gallen Breast Center mostrou que os valores de corte para os subtipos luminal A e B foram comparáveis com os critérios de St. Gallen 2013 e as recomendações do Grupo de Milão.

“O advento de ensaios multigênicos baseados em microarrays levou a um novo paradigma na compreensão da heterogeneidade do câncer de mama receptor hormonal positivo e vários subtipos foram descritos, incluindo os subtipos luminal A e luminal B, com prognósticos distintos. No entanto, o perfil de expressão gênica ainda é caro e não é amplamente aplicável na prática diária”, argumentam os autores, que reforçam a importância do Ki-67 como um biomarcador dinâmico e um parâmetro importante para discriminar esses subtipos histológicos.

Em 2011, o Consenso de St. Gallen definiu um valor de corte de Ki-67 de 14% para diferenciar os subtipos luminal A e B por imuno-histoquimica. Em 2013, o painel refinou o critério, incorporando a positividade do receptor de progesterona (PgR ≥20%) e aumentando o limiar de Ki-67 para ≥20%.  “Essa mudança de critério aumentou o número de pacientes classificados com câncer de mama luminal A e, portanto, diminuiu o número de pacientes para os quais a terapia citotóxica geralmente é recomendada”, descrevem os autores.

Nesta análise foram considerados 1154 pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo atendidos no St. Gallen Breast Center de 2010 a 2014. Os valores de Ki-67 foram analisados ao longo de 5 anos e sua distribuição foi comparada com a definição do consenso de St. Gallen 2013 e a definição refinada do Grupo de Milão.

Os resultados reportados por Maranta et al. mostram que a frequência do índice Ki-67 foi comparável ​​ao longo dos anos (média de 26 a 30%, mediana de 22 a 26%), com curvas quase idênticas (Teste de Kruskal-Wallis, Teste H: p = 0,18). Os valores de Ki-67 correlacionaram-se com o grau do tumor (mediana de Ki-67: G1: 12%, G2: 21%, G3: 38%). O desvio padrão do Ki-67 aumentou com a classificação mais alta (G1: 6,9; G2: 9,2; G3: 18,2; p <0,001). O índice Ki-67 cumpriu os critérios de St. Gallen 2013 e a definição refinada do Grupo de Milão, respectivamente com 35% (41%) de tumores tipo luminal A e 65% (59%) luminal B; no câncer lobular o Ki-67 foi significativamente menor que no câncer de mama ductal, sublinha o artigo.

“Conhecer a distribuição do valor de Ki-67 em uma instituição é essencial para a tomada de decisão clínica de terapias adjuvantes no câncer de mama inicial”, destacam os autores, reafirmando a importância do Ki-67 como marcador de proliferação tumoral. A publicação reforça ainda a importância da qualidade da patologia e lembra que a distribuição do valor de Ki-67 deve ser conhecida para permitir a adequada interpretação e diferenciar adequadamente casos de luminal A e B.

Referência: Maranta, A. F., Broder, S., Fritzsche, C., Knauer, M., Thürlimann, B., Jochum, W., & Ruhstaller, T. (2020). Do YOU know the Ki-67 index of your breast cancer patients? Knowledge of your institution’s Ki-67 index distribution and its robustness is essential for decision-making in early breast cancer. The Breast, 51, 120–126. doi:10.1016/j.breast.2020.03.005 

 

 

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