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AtualizadoSeg, 01 Jun 2020 5pm

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FDA aprova olaparibe no câncer de próstata metastático resistente à castração

approved NET OKA U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou olaparibe (Lynparza®, Astrazeneca) para o tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração e mutação em genes de reparo da recombinação homóloga (HRRm) que progrediram após tratamento prévio com enzalutamida ou abiraterona. A aprovação foi baseada nos resultados do estudo de Fase III PROfound, publicado na New England Journal of Medicine1.

O PROfound é um estudo de Fase III prospectivo, multicêntrico, randomizado, aberto, que avaliou a eficácia e a segurança de olaparibe versus enzalutamida ou abiraterona em pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) que progrediram ao tratamento prévio com enzalutamida ou abiraterona e apresentam mutação nos genes BRCA1/2, ATM ou em um dos 12 outros genes envolvidos na via HRR.

O endpoint primário do estudo foi a sobrevida livre de progressão radiográfica (rPFS) em pacientes com mutações nos genes BRCA1/2 ou ATM, uma subpopulação de mutações no gene HRR. Os resultados mostraram que Lynparza reduziu o risco de progressão ou morte da doença em 66% (hazard ratio 0,34; p-value <0,0001) e melhorou a mediana de sobrevida livre de progressão radiográfica (7,4 meses versus 3,6 meses com enzalutamida ou abiraterona).

O olaparibe também demonstrou benefício da rPFS na população geral de estudo com mutação no gene HRR, um endpoint secundário, reduziu o risco de progressão ou morte da doença em 51% (HR 0,49; p-value <0,0001) e melhorou a mediana de rPFS (5,8 meses versus 3,5 meses com enzalutamida ou abiraterona).

Resultados adicionais do estudo PROfound anunciados dia 24 de abril demonstraram uma melhora estatisticamente significativa e clinicamente significativa no endpoint secundário de sobrevida global (SG) com olaparibe versus enzalutamida ou abiraterona em pacientes com mCRPC e mutações nos genes BRCA1/2 ou ATM. Os resultados mostraram que olaparibe reduziu o risco de morte em 31% (HR 0,69; p-value = 0,0175), com mediana de sobrevida global de 19 meses versus 14,6 meses com enzalutamida ou abiraterona.

“No PROfound, o olaparibe mais do que dobrou a mediana de sobrevida livre de progressão radiográfica e é o único inibidor da PARP a melhorar a sobrevida global em comparação com enzalutamida ou abiraterona em pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração e mutação nos genes BRCA ou ATM. Esses resultados também reforçam a importância do teste genômico para mutações HRR para identificar opções de tratamento para pacientes com câncer de próstata avançado”, afirmou Dave Fredrickson, Vice-presidente Executivo da Unidade de Negócios em Oncologia da Astrazeneca.

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum entre os homens, com 1,3 milhão de casos novos diagnosticados em todo o mundo em 2018, segundo dados da GLOBOCAN2. As mutações no gene HRR ocorrem em aproximadamente 20 a 30% dos pacientes com mCRPC.1

Nos Estados Unidos, os pacientes são selecionados para tratamento com olaparibe por meio de dois diagnósticos complementares aprovados pela FDA: o FoundationOne CDX (para identificar pacientes com alterações do gene HRR no tecido tumoral da próstata); e BRACAnalysis CDX (teste de linha germinativa para identificar pacientes com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2).

O estudo PROfound está inscrito na Clinical Trials (ClinicalTrials.gov IdentifierNCT02987543).

Referências

1 - Mateo, J, et al (2015). DNA-repair defects and olaparib in metastatic prostate cancer. New England Journal of Medicine, 373(18), pp.1697 - 1708.

2 - Bray et al. (2018). Global cancer statistics 2018: GLOBOCAN estimates of incidence and mortality worldwide for 36 cancers in 185 countries. CA: A Cancer Journal for Clinicians, 68(6), pp.394-424. 


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