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AtualizadoSeg, 01 Jun 2020 5pm

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Atividade física e qualidade de vida no câncer de pulmão

gilberto castroRevisão sistemática realizada por alunos da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) buscou avaliar o efeito da atividade física sobre os sintomas e a qualidade da vida em pacientes com câncer de pulmão. Os resultados do estudo foram publicados no periódico Supportive Care in Cancer. O oncologista Gilberto Castro (foto), chefe da Área de Oncologia Torácica do ICESP e médico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, é o autor sênior do trabalho.

Para a revisão sistemática, os autores utilizaram as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. Foram pesquisados ​estudos publicados entre janeiro de 1998 e janeiro de 2019 nas bases de dados PubMed, Medline, Embase, Scopus, Web of Science e SciELO. A revisão incluiu todos os ensaios clínicos randomizados que avaliaram o efeito da atividade física sobre os sintomas e a qualidade de vida de pacientes com câncer de pulmão. Dois revisores avaliaram independentemente a qualidade dos estudos incluídos usando a escala Physiotherapy Evidence Database.

Resultados

No total, dez estudos (835 participantes) preencheram todos os critérios de inclusão. Três estudos investigaram o efeito da atividade física após a ressecção pulmonar; quatro estudos avaliaram a atividade física como uma intervenção pré-cirúrgica; dois estudos investigaram o efeito do exercício em pacientes apenas sob tratamento sistêmico; e um estudo incluiu pacientes em diversos planos de tratamento. Os protocolos de exercícios consistiram em diferentes combinações de força, treinamento muscular aeróbico e respiratório.

Na análise, dois estudos incluindo 101 participantes encontraram diferença significativa na qualidade de vida entre os grupos, favorecendo o grupo de intervenção; e cinco estudos, incluindo 549 participantes, encontraram diferenças intergrupos significativas nos sintomas isolados, também favorecendo o grupo intervenção.

Os pesquisadores observaram que a atividade física pode levar à melhora dos sintomas e da qualidade de vida dos sobreviventes de câncer de pulmão. “Fornecer treinamento de resistência combinado com intervalos de exercício aeróbico de alta intensidade após a ressecção pulmonar parece ser particularmente eficaz. Mais estudos são necessários para investigar a atividade física para pacientes com baixo performance status”, concluíram.

Os alunos Alberto Codima, Willian das Neves Silva e Ana Paula de Souza Borges são os autores do trabalho.

Referência: Codima, A., das Neves Silva, W., de Souza Borges, A.P. et al. Exercise prescription for symptoms and quality of life improvements in lung cancer patients: a systematic review. Support Care Cancer (2020). https://doi.org/10.1007/s00520-020-05499-6


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