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AtualizadoQui, 17 Jun 2021 6pm

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Daichii Sankyo

Biópsias de próstata na vigilância ativa

ASCO prostata 1Estudo prospectivo de Amin et al, publicado na edição de maio do The Journal of Urology  discute se a ressonância magnética multiparamétrica (MRI) pode tornar desnecessária a biópsia periódica na vigilância ativa do câncer de próstata.

As biópsias periódicas são consideradas parte essencial da vigilância ativa de acordo com a maioria dos protocolos, mas representam ainda o aspecto mais mórbido do acompanhamento de pacientes com câncer de próstata.  Afinal, é possível dispensar a biópsia prostática no contexto da vigilância?

Os achados deste estudo mostram que sim. Nesta análise prospectiva, de braço único, foram selecionados para vigilância ativa 172 homens com câncer de próstata cT2 ou doença histologicamente comprovada com Gleason 3 + 3 = 6 ou Gleason 3 + 4 = 7 com padrão Gleason 4 ≤ 10%  da amostra global e < 2 núcleos. Os participantes foram submetidos à ressonância magnética multiparamétrica de base e biópsia. Nova biópsia em 1 ano foi omitida nos casos que não apresentaram anormalidades na MRI. A ressonância magnética multiparamétrica aos 3 anos foi mantida no protocolo, acompanhada de biópsia de seguimento.

Resultados

O  artigo de Amin et al.  reporta os resultados da análise interina pré-especificada, considerando os 100 primeiros homens com dados de 3 anos disponíveis.

Na linha de base, a idade mediana foi de 64,5 anos (IQR 57,25–69), a mediana de PSA= 4,7 ng / ml (IQR 3,4–6,6) e 91% apresentaram câncer de próstata Gleason 3 + 3 = 6. Nesta população, a ressonância magnética multiparamétrica foi negativa em 87% dos homens. No período de 3 anos, 21% experimentaram progressão patológica.

O valor preditivo positivo da ressonância multiparamétrica foi de 45%, com limiares estatisticamente significativos (p = 0,002), enquanto o valor preditivo negativo foi de 89%, com sensibilidade de 61% e especificidade de 80% para a detecção de câncer de próstata.

Os achados mostram que 88% dos homens tiveram ressonância magnética normal no baseline e omitiram a biópsia de rotina em 1 ano.  A progressão da doença  em 3 anos ocorreu em 21%, indicando que a sensibilidade da ressonância magnética multiparamétrica para detectar a progressão clínica da doença foi de 61%, com especificidade de 80%.

Os autores concluem que as biópsias de rotina podem não ser necessária, mas a biópsia de 3 anos é indicada mesmo se a MRI for normal. “Nosso novo protocolo de vigilância ativa, que incorpora imagens de ressonância magnética multiparamétricas, detectou a maioria dos casos de progressão da doença e pode permitir que a biópsia confirmatória seja adiada, mas não deve substituir a biópsia de vigilância em três anos devido a ocasionais tumores invisíveis por ressonância magnética”, destacam.

Referência: Amin A, Scheltema MJ, Shnier R et al: The Magnetic Resonance Imaging in Active Surveillance (MRIAS) trial: use of baseline multiparametric magnetic resonance imaging and saturation biopsy to reduce the frequency of surveillance prostate biopsies. J Urol 2020; 203: 910.


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