28112020Sáb
AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Estudo brasileiro discute câncer e COVID-19

melo thuler bxArtigo de Andreia Cristina de Melo e Luiz Claudio Santos Thuler, da Divisão de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento Tecnológico do Instituto Nacional de Câncer (INCA), revisa a literatura inicial sobre câncer e COVID-19. “Diante desses relatos pioneiros, pode-se concluir que, aparentemente, pacientes com câncer apresentam risco mais elevado do que a população geral de desenvolver a Covid-19, evoluindo com elevadas taxas de letalidade”, aponta o trabalho, editorial da Revista Brasileira de Câncer. “A disseminação epidêmica do Sars-CoV-2 traz grandes desafios para a prática clínica nas áreas da oncologia e de hematologia”, analisa o estudo brasileiro.

Os autores contextualizam a emergente literatura disponível desde os primeiros casos anunciados em Wuhan, China, em 12 de dezembro de 2019, e destacam que apesar do crescente volume de trabalhos – mais de 3 mil artigos científicos disponíveis no PubMed sobre a Sars-CoV-2/Covid-19 (em 7 de abril de 2020) -, há poucos estudos clínicos consistentes sobre o risco aumentado de infecção em pacientes com câncer e seu impacto prognóstico.

Thuler e Melo discutem o trabalho de Liang et al., publicado no Lancet Oncology, “relato que tem sido apontado como o primeiro a focar na ocorrência da Covid-19 em pacientes com câncer”. Acerca deste estudo, os autores lembram da análise crítica de Xia et al. na mesma publicação, destacando que considerou “um número pequeno de casos, com diversos tipos de câncer de comportamentos biológicos diferentes, cursos de doenças altamente variáveis (de 0 a 16 anos) e estratégias de tratamento diversas, o que pode não ser representativo da população com câncer”.

A revisão brasileira também analisa estudo de Zhang et al., autores que “forneceram a primeira estimativa da probabilidade de morte em pacientes com câncer e Covid-19”.

“É muito importante não interromper o tratamento contra o câncer sem uma discussão aprofundada. As decisões clínicas devem ser individualizadas, considerando fatores como o risco de recorrência do câncer se a terapia for atrasada, modificada ou interrompida; o número de ciclos de terapia já concluídos e a tolerância do paciente ao tratamento”, afirmam os autores.

Os autores ressaltam que os pacientes com câncer devem respeitar o isolamento social, com deslocamentos apenas para consultas e tratamentos.

Leia a íntegra do artigo, disponível em acesso aberto.

Referência: Thuler, LCS e Melo, AC, Sars-CoV-2/Covid-19 em Pacientes com Câncer. Revista Brasileira de Cancerologia 2020; 66(2): e-00970. - https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2020v66n2.970


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