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AtualizadoSex, 20 Maio 2022 7pm

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Daichii Sankyo

Tromboembolismo no câncer de pulmão ROS1

Santini 2018Estudo australiano publicado no Lung Cancer Journal descreveu o risco de tromboembolismo em pacientes com câncer de pulmão  não pequenas células (CPNPC) com rearranjo ROS1. O estudo envolveu seis hospitais australianos e os pacientes inscritos foram avaliados quanto à incidência de tromboembolismo (TE) venoso ou arterial, tempo e preditores, assim como foram avaliados os resultados, incluindo taxa de resposta objetiva (ORR) e sobrevida global (SG). O oncologista Fernando Santini (foto), do Hospital Sírio-Libanês, discute os achados.

Resultados

Dos 42 pacientes recrutados, 20 (48%) apresentaram TE; um (2%) arterial, 13 (31%) embolia pulmonar (EP) e 12 (29%) trombose venosa profunda. Entre aqueles com TE, seis (30%) tiveram múltiplos eventos, três como diagnóstico concorrente e três como recorrente. A incidência cumulativa de TE ao longo do tempo foi de aproximadamente 50%.

O TE ocorreu antes, durante e após o período peri-diagnóstico, independentemente da estratégia de tratamento. Trombofilia foi identificado em n = 3/10 (30%) dos casos selecionados:  dois com fatores V de Leiden e um com deficiência de anti-trombina III (ATIII). A SG mediana foi de 21,3 meses em pacientes com TE vs. 28,8 meses.

Em conclusão, no CPNPC com rearranjo em ROS1, esses dados do mundo real demonstram risco sustentado de TE além do período diagnóstico, independentemente da estratégia terapêutica. Diante desses achados, os autores sugerem considerar tromboprofilaxia primária em populações ROS1.

“O adenocarcinoma de pulmão com rearranjo do ROS1 representa um grupo de tumores enriquecido por pacientes do sexo feminino, não-tabagistas ou com baixa carga tabágica, com histologia mucinosa ou em anel de sinete que, frequentemente, apresenta-se com doença intratorácica exclusiva”, esclarece o oncologista Fernado Santini. “Este trabalho reafirma dados também recentemente publicados (Ng et al. J Thorac Oncol 2019) que demonstram risco cumulativo aumentado de tromboembolismo venoso e arterial nesta população de pacientes. Vale ressaltar que o elevado risco de tromboembolismo acontece tanto no período do diagnóstico quanto no curso da doença”, acrescenta.

O especialista observa que os painéis amplos de sequenciamento molecular são muito importantes na avaliação inicial dos pacientes com adenocarcinoma de pulmão. “Porém, diante de uma paciente com as características supracitadas e diagnóstico de tromboembolismo, deve-se obrigatoriamente pesquisar o rearranjo do ROS1, idealmente por FISH ou NGS. A tromboprofilaxia nesses pacientes ainda é um tópico controverso”, avalia.

Referência: Alexander, M., Pharm, B., Pavlakis, N., John, T., O’Connell, R., Kao, S., … Itchins, M. (2020). A multicenter study of thromboembolic events among patients diagnosed with ROS1-rearranged non-small cell lung cancer. Lung Cancer. doi:10.1016/j.lungcan.2020.01.017


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