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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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Daichii Sankyo

Nova recomendação de vigilância pós polipectomia

bruna vailatti bxNova diretriz define recomendações para a vigilância pós polipectomia, atualizando as recomendações de 2012 para indivíduos de risco intermediário. A publicação é de Gupta S et al. , na Gastroenterology 2020, e  baseia-se em evidências recentes sobre o efeito da vigilância e do rastreamento na prevenção do câncer colorretal (CCR), reforçando a importância da colonoscopia de alta qualidade. Quem comenta as novas recomendações é a coloproctologista Bruna Vailati (foto), da BP - a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O consenso de especialistas define  colonoscopia de alta qualidade como exame completo do ceco, com preparação intestinal adequada, realizado por um colonoscopista com taxa de detecção de adenoma adequada e atenção à excisão completa do pólipo. Abaixo, as principais recomendações:

- Indivíduos com colonoscopia normal, ou com <20 pólipos hiperplásicos <10 mm, devem ser submetidos à vigilância em 10 anos.

- Indivíduos com 1 a 2 adenomas <10 mm devem ser submetidos à colonoscopia de vigilância em 7 a 10 anos. Naqueles com 3-4 adenomas <10 mm, a vigilância deve ocorrer em 3-5 anos.

- Indivíduos com 5 a 10 adenomas, adenoma ≥ 10 mm ou adenoma com componente viloso ou displasia de alto grau devem ser submetidos a vigilância em 3 anos.

- Pacientes com > 10 adenomas devem retornar para vigilância em 1 ano, considerando os testes genéticos com base na carga do adenoma, idade e histórico familiar.

- No caso de ressecção fragmentada do adenoma ≥ 20 mm, a colonoscopia de vigilância deve ocorrer em 6 meses, após 1 ano  e 3 anos após o segundo exame.

- Indivíduos com 1 a 2 pólipos serrilhados sésseis (SSPs) < 10 mm devem ser submetidos à colonoscopia de vigilância em 5 a 10 anos. Naqueles com 3-4 SSPs < 10 mm ou pólipo hiperplásico ≥ 10 mm, a vigilância deve ocorrer em 3-5 anos.

- Indivíduos com 5-10 SSPs, SSP ≥ 10 mm, SSP com displasia ou adenoma serrilhado tradicional devem ser submetidos à vigilância em 3 anos.

Para Charles J. Kahi, da Universidade de Indiana, que comentou a atualização na NEJM Journal Watch, esta diretriz do USMSTF 2020 é mais complexa do que a versão anterior, mas permite recomendações mais personalizadas, principalmente para pacientes com pequenos pólipos. “Merece destaque  o prolongamento dos intervalos de vigilância de 1 a 2 adenomas <10 mm para 7 a 10 anos em vez de 5 a 10 anos e de 3 a 5 anos para 3 a 4 adenomas <10 mm em vez de 3 anos”, aponta. “Intensificar a vigilância de lesões de baixo risco é um passo na direção certa, especialmente em ambientes que demonstram praticar colonoscopia de alta qualidade. Evidências emergentes mostram que é possível uma personalização adicional na categoria de adenoma <10 mm: a descoberta de 1–2 adenomas diminutivos (<6 mm) não parece estar associada a um risco significativamente aumentado de neoplasia avançada, portanto, um intervalo de 10 anos pode ser considerado”, analisa.

Comentários

A coloproctologista Bruna Vailati, da BP, a Beneficência Portuguesa de São Paulo, comenta as recomendações da USMSTF 2020 para a vigilância pós polipectomia:  

Paciente com pólipos colorretais sempre foram considerados como tendo risco aumentado de surgimento de neoplasia, sendo recomendada a realização de colonoscopias de seguimento pós-polipectomia. O ponto mais importante nas novas recomendações é um seguimento mais individualizado, baseado no número, tamanho e no tipo histológico de pólipos removidos. Para pacientes com pólipos pequenos em grande número, o seguimento deve ser realizado em intervalos mais curtos para garantir a prevenção do surgimento do câncer colorretal. Entretanto, pacientes com menor número de pólipos pequenos podem realizar o exame em intervalos mais longos, pois esses não parecem ter risco aumentado de neoplasia. Outro ponto de grande importância é a maior ênfase aos critérios de qualidade para realização de colonoscopia.

Para garantir que pólipos pequenos sejam adequadamente identificados e removidos é fundamental que o exame seja realizado de forma completa, com preparo adequado e por profissional com taxa de detecção de adenoma adequada. A melhor formação, orientação dos profissionais e exames bem documentados são fundamentais para garantir a qualidade na realização da colonoscopia. A existência de pólipos em exame prévio gera, em muitos pacientes, ansiedade com realização de novas colonoscopias com intervalos mais estendidos. É importante orientá-los quanto à mudança das recomendações e compartilhar com os pacientes a tomada de decisões para garantir a qualidade do rastreamento, sem realização de exames desnecessários.

Referência: Gupta S et al. Recommendations for follow-up after colonoscopy and polypectomy: A consensus update by the US Multi-Society Task Force on Colorectal Cancer. Gastroenterology 2020 Feb 7; [e-pub]. (https://doi.org/10.1053/j.gastro.2019.10.026)


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