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AtualizadoQua, 11 Dez 2019 8pm

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Perfil mutacional do melanoma no Brasil

vinicius vasquez bxVinícius de Lima Vazquez (foto), cirurgião do Hospital do Amor, é autor sênior de estudo que descreve o perfil mutacional do melanoma em uma coorte de pacientes brasileiros. “Nosso estudo fornece as frequências relativas de genes drivers no desenvolvimento do melanoma após terapia-alvo. Estes resultados permitem previsões mais precisas do impacto financeiro dessas opções de tratamento no sistema de saúde brasileiro”, argumentam os autores, em artigo no Journal of Global Oncology.

Esta análise considerou uma coorte de 459 pacientes atendidos no Hospital de Câncer de Barretos entre 2001 e 2012. “Descobrimos que o gene TERT foi o hot spot mais mutado em 308 pacientes brasileiros com melanoma (34,3%), seguido por BRAF (34,1%), NRAS (7,9%), KIT (6,2%) e PDGFRA (2,9%). A população brasileira tem frequências semelhantes às observadas em outros países na mutação desses 5 genes-chave”, descreve o estudo brasileiro. “As pequenas diferenças encontradas podem refletir aspectos étnicos, a proporção de casos primários e metastáticos incluídos no estudo e / ou a proporção de subtipos de melanoma”, acrescenta.

Atualmente, o teste de mutação para os principais genes envolvidos no desenvolvimento do melanoma é obrigatório para apoiar a decisão de tratamento, o que dimensiona a importância do estudo realizado em Barretos.

As mutações hot spot foram analisadas por reação em cadeia da polimerase seguida pelo sequenciamento de Sanger, compreendendo os genes BRAF exon 15 (V600E), NRAS (códons 12/13 e 61), TERT (região promotora), KIT (exons 9, 11, 13 e 17) e PDGFRA (exons 12, 14 e 18). Além do perfil mutacional foram consideradas características demográficas, histopatológicas e clínicas da doença.

Os resultados mostram que o subtipo nodular foi o mais frequente (38,9%), seguido pelo subtipo extensivo superficial (34,4%). A localização mais frequente do tumor foi nos membros (50,0%). Mutações em BRAF (P = 0,014) e em TERT (P = 0,006) foram associadas a pacientes mais jovens e a diferentes localizações anatômicas, particularmente no tronco, para os subtipos extensivo superficial e nodular, respectivamente (P = 0,0001 para ambos).

As mutações PDGFRA foram associadas à pele negra (P = 0,023) e às mutações do gene promotor TERT correlacionadas com ausência de ulceração (P = 0,037) e níveis mais baixos de lactato de desidrogenase. Não houve associação entre sobrevida dos pacientes e status mutacional.

Em conclusão, o estudo mostra que o perfil mutacional de uma coorte brasileira de pacientes com melanoma foi semelhante ao observado em outras populações de pacientes. "Os resultados podem ajudar a orientar a medicina de precisão no Brasil”, reforçam os autores.

Referência: Anna Luiza S.A. Vicente, Camila S. Crovador, Graziela Macedo, Cristovam Scapulatempo-Neto, Rui M. Reis, and Vinicius L. Vazquez. Mutational Profile of Driver Genes in Brazilian Melanomas. Journal of Global Oncology 2019 :5, 1-14  - DOI https://doi. org/10.1200/JGO.19. 00169


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