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AtualizadoSeg, 29 Nov 2021 7pm

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Daichii Sankyo

Fraturas por insuficiência pélvica após radioterapia para câncer ginecológico

lucas sapienza bxMeta-análise liderada pelo radio-oncologista brasileiro Lucas Sapienza (foto), do Ascension Providence Hospital / Michigan State University College of Human Medicine, constatou que uma em cada sete pacientes com câncer ginecológico tratadas com radioterapia (external beam radiation therapy - EBRT) desenvolve fraturas por insuficiência pélvica (pelvic insufficiency fractures - PIF) durante acompanhamento pós-tratamento. Os resultados preliminares do estudo foram apresentados no congresso da International Gynecologic Cancer Society, realizado no Rio de Janeiro. O artigo completo foi publicado no periódico International Journal of Radiation Oncology Biology Physics da American Society for Therapeutic Radiology and Oncology (ASTRO).

Os autores buscaram estimar a taxa global, a proporção de casos sintomáticos e os locais mais comuns de fratura por insuficiência pélvica (PIF) após radioterapia por feixe externo (EBRT) para câncer ginecológico com base em exames de imagem utilizados no seguimento da paciente pós-tratamento, tais como tomografia computadorizada, ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitron (PET-CT) ou cintilografia óssea. “Nosso estudo utilizou como base exames de imagem rotineiramente solicitados para documentar a erradicação ou flagrar possível recorrência do câncer ginecológico. No entanto o foco também foi voltado para a detecção de possíveis danos à estrutura óssea da pelve da paciente decorrentes do tratamento. Encorajamos que médico também utilize estes exames de seguimento na pratica clinica para diagnosticar possíveis alterações ósseas em estágios inicias” explica Sapienza.

Após uma busca sistemática de bancos de dados (PubMed e EMBASE) (CRD42019125679), o conjunto global da PIF e a proporção de casos sintomáticos foram calculados usando o modelo de efeitos aleatórios ponderado pela variação inversa. Uma meta-regressão foi realizada para avaliar possíveis fontes de heterogeneidade em relação às fraturas de PIF.

Resultados

Vinte e um estudos de diversos países preencheram os critérios de inclusão (total de 3929 pacientes). Quatrocentos e quatro pacientes desenvolveram PIF, resultando em uma taxa global de 14% (95% CI, 10% a 18%). Entre esses casos com PIF, a proporção de pacientes sintomáticos foi de 61% (95% CI, 52% -69%). Séries mais recentes (p=0.0074) e o uso de radioterapia com intensidade modulada (p=0.0299) foram associados a menores taxas de fraturas. Os locais de fratura mais comuns foram articulação sacroilíaca (39,7%), corpo do sacro (33,9%), púbis (13%), vértebra lombar (7%), osso ilíaco (2,8%), acetábulo (2,1%) e cabeça e colo do fêmur (1,5%). O tempo médio para diagnóstico da fratura foi de 7,1 a 19 meses após a radioterapia.

“A incidência de PIF após a radioterapia para câncer ginecológico é alta (14%), com a maioria afetando o osso ou articulação sacral (73,6%), embora esse risco pareça ser menor com a radioterapia com intensidade modulada. A vigilância óssea pós-tratamento é justificada nesta população uma vez que quase 40% dos pacientes eram assintomáticos no momento do diagnóstico da PIF”, observaram os autores.

“O conhecimento mais preciso da incidência e dos locais mais frequentes de fraturas pélvicas abre novos campos de pesquisa. O próximo passo do nosso grupo será delimitar subgrupos de pacientes sob risco elevado desta complicação - tais como pacientes com idade mais elevada ou osteoporose - nos quais estratégias para evitar ou tratar esta complicação possam ser testadas”, conclui o radio-oncologista.

Referência: Pelvic Insufficiency Fractures After External Beam Radiation Therapy for Gynecologic Cancers: A Meta-analysis and Meta-regression of 3929 Patients - Lucas Gomes Sapienza, MD, PhD, Mila Pontremoli Salcedo, MD,y Matthew Stephen Ning, MD,z Anuja Jhingran, MD,z Ann H. Klopp, MD, PhD,z Vinı´cius Fernando Calsavara, PhD,x Kathleen M. Schmeler, MD,k Maria Jose´ Leite Gomes, MD,{ Emanuel de Freitas Carvalho, MD,# and Glauco Baiocchi, MD, PhD - Int J Radiation Oncol Biol Phys, Vol. -, No. -, pp. 1e10, 2019 - https://doi.org/10.1016/j.ijrobp.2019.09.012


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