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AtualizadoQua, 23 Out 2019 1pm

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Adenocarcinoma de pulmão no Sul do Brasil

tiago andreis 2 vale essaTiago F. Andreis (foto) é o primeiro autor de estudo que investigou a epidemiologia molecular de pacientes com adenocarcinoma de pulmão no sul do Brasil e revelou um perfil de mutação distinto do observado em outras regiões do País. Publicado no Journal of Global Oncology (JGO), o trabalho  teve orientação dos pesquisadores Patrícia Prolla e Gabriel Macedo, do Programa de Medicina Personalizada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Neste estudo retrospectivo foram revisadas amostras de 619 pacientes com adenocarcinoma pulmonar obtidas de 22 centros localizados predominantemente nos três estados do Sul do Brasil: Rio Grande do Sul (N = 516), Santa Catarina (N = 24) e Paraná (N = 74). Os dados de cinco pacientes restantes foram provenientes do Rio de Janeiro.

Todos os pacientes incluídos na amostra tiveram confirmada a histologia de adenocarcinoma. Análises de sequenciamento de nova geração a partir do DNA extraído do tecido tumoral foram realizadas com o objetivo de investigar a frequência de mutações somáticas nos genes EGFR, KRAS, NRAS e BRAF, além de análises de imunohistoquímica para avaliar o gene ALK e a expressão de PD-L1.  

Resultados

A análise molecular identificou mutações KRAS em 189 pacientes (30,2%), mutações EGFR em 120 (19,16%) e mutações BRAF em 19 (3%). A imunohistoquímica demonstrou expressão de ALK e PD-L1 em ​​4% e 35,1% dos pacientes com adenocarcinoma pulmonar, respectivamente.  "Uma alta expressão de PD-L1 (≥50%) foi encontrada em 13,8% dos pacientes, frequência considerada baixa quando comparada aos 30% observados em um ensaio clínico internacional", observam os autores.

“Até onde sabemos, este é o primeiro estudo a investigar a epidemiologia molecular de pacientes com adenocarcinoma pulmonar no sul do Brasil e o maior a avaliar a frequência de múltiplos biomarcadores preditivos para esse tumor no país”, descreve o artigo de Andreis et al. “O estudo também revela um perfil de mutação distinto em comparação com dados de outras regiões do Brasil”, apontam os autores, destacando que a frequência de mutações no EGFR (19,16%) foi a mais baixa já relatada. “Esses resultados podem ser importantes para novas políticas públicas no tratamento do adenocarcinoma pulmonar”, avaliam, reforçando a necessidade de expandir os testes moleculares.


Os autores acrescentam que outros estudos revelaram uma alta contribuição europeia na população do sul do Brasil (80%-90%), a maior dentre todas regiões, o que poderia justificar a menor frequência de alterações no gene EGFR.

Referência: DOI: 10.1200/JGO.19.00174 Journal of Global Oncology, no. 5 (October 01, 2019) 1-9.

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