25012022Ter
AtualizadoSeg, 24 Jan 2022 3am

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Daichii Sankyo

Carcinoma de células de Merkel e resposta à imunoterapia

Melanoma v3 NET OKArtigo de Knepper et al publicado na Clinical Cancer Research discute a paisagem genômica do carcinoma de células de Merkel (MCC) e biomarcadores clínicos de resposta à imunoterapia. “Realizamos o maior estudo de genômica no MCC até o momento para caracterizar a paisagem molecular e avaliar correlações clínicas e genômicas com a resposta ao tratamento com inibidor de checkpoint imune”, sustentam os autores.

O carcinoma de células de Merkel (MCC) é um câncer de pele raro e agressivo que demonstrou sensibilidade ao tratamento com imunoterapia. Neste estudo, Knepper e colegas analisaram o perfil molecular de 317 tumores, considerando a avaliação de mutações oncogênicas, carga mutacional tumoral (TMB), assinaturas mutacionais e o Polyomavirus Merkel Cell (MCPyV). Em um subconjunto de 57 pacientes, uma análise retrospectiva buscou correlacionar achados clínicos e moleculares com a resposta a inibidores de checkpoint imune e dados de sobrevida da doença.

Resultados 

As análises genômicas revelaram dois subgrupos molecularmente distintos. 94% (n = 110) dos espécimes com TMB alto exibiram uma assinatura mutacional de luz ultravioleta (UV). As sequências de DNA genômico de MCPyV não foram identificadas em nenhum caso com TMB alto (0/117), mas em 63% (110/175) dos casos com TMB baixo.

Em 36 pacientes avaliáveis ​​tratados com imunoterapia, a taxa de resposta global foi de 44% e a resposta correlacionou-se com a sobrevida no momento da revisão (100% vs. 20%, p <0,001). A taxa de resposta foi de 50% nos tumores TMB alto / UV e 41% nos tumores TMB baixo / MCPyV positivos (p = 0,63). Os autores descrevem que a taxa de resposta foi significativamente correlacionada com a linha de tratamento: 75% na primeira linha, 39% na segunda linha e 18% na terceira linha ou além (p = 0,0066). A expressão de PD-1, mas não de PD-L1, foi associada à resposta à imunoterapia (77% vs. 21%, p = 0,00598, para PD-1 positivo e negativo, respectivamente).

Segundo os autores, este é o maior estudo do gênero já realizado, com implicações para médicos e pacientes. “Fornecemos uma paisagem genômica abrangente do CCM e demonstramos correlações clínicas e genômicas de resposta à imunoterapia”, concluem.

Referência: The Genomic Landscape of Merkel Cell Carcinoma and Clinicogenomic Biomarkers of Response to Immune Checkpoint Inhibitor Therapy. Todd C. Knepper, Meagan Montesion, Jeffery Russell, Ethan S Sokol, Garrett M. Frampton, Vincent A. Miller, Lee A. Albacker, Howard L McLeod, Zeynep Eroglu, Nikhil I Khushalani, Vernon K. Sondak, Jane L. Messina, Michael J. Schell, James A. DeCaprio, Kenneth Y. Tsai and Andrew S Brohl. Clin Cancer Res August 9 2019 DOI: 10.1158/1078-0432.CCR-18-4159

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