24082019Sáb
AtualizadoSex, 23 Ago 2019 1pm

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Olaparibe mostra resultados no câncer de próstata

EDUARDO ZUCCA BXO inibidor de PARP olaparibe (Lynparza, AstraZeneca e MSD Inc.) mostrou resultados positivos em estudo de fase III com pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) com mutação do gene de reparo de recombinação homóloga (HRRm) e que progrediram ao tratamento hormonal. “Este é o primeiro estudo clínico prospectivo demonstrando a eficácia de um biomarcador preditivo de resposta nesse grupo de pacientes com doença muito agressiva e poucas opções de tratamento”, afirma o oncologista Eduardo Zucca (foto), coordenador do Departamento de Uro-oncologia e investigador principal do estudo no Hospital de Câncer de Barretos (Hospital de Amor).

Os resultados mostraram uma melhora estatisticamente e clinicamente significativa no endpoint primário de sobrevida livre de progressão radiográfica (rPFS) com olaparibe vs. enzalutamida ou abiraterona em homens com mCRPC selecionado para BRCA1/2 ou mutações do gene ATM, uma subpopulação de mutações no gene HRR. O perfil de segurança e tolerabilidade do olaparibe foi consistente com os ensaios anteriores.

“Este é o único ensaio de Fase III positivo de qualquer inibidor de PARP no câncer de próstata metastático resistente à castração, onde a necessidade de novas terapias efetivas é alta. O ensaio PROfound também demonstra o valor potencial dos testes genômicos nessa população de pacientes em risco”, afirmou José Baselga, vice-presidente executivo de P & D de Oncologia da Astrazeneca.

Sobre o estudo

O PROfound (NCT02987543) é um estudo fase III prospectivo, multicêntrico, randomizado, aberto, que avalia a eficácia e segurança de olaparibe versus enzalutamida ou abiraterona em pacientes com mCRPC que progrediram em tratamento prévio com novos tratamentos hormonais anticâncer e apresentam mutação em um dos 15 genes envolvidos na via de HRR, incluindo BRCA1/2, ATM e CDK12.

Cerca de 340 pacientes foram randomizados 2: 1 para olaparibe ou a escolha do investigador. Os pacientes do estudo também foram divididos em duas coortes com base no status de mutação da HRR: a coorte A inclui homens com uma mutação BRCA1/2 ou ATM (aproximadamente 240 homens) e a coorte B inclui homens com uma mutação em uma dos outros 12 genes HRR (aproximadamente 100 homens).

Os pacientes que receberam tratamento prévio com um inibidor de PARP ou quimioterapia citotóxica prejudicial ao DNA não foram elegíveis, assim como pacientes com outras neoplasias malignas nos últimos 5 anos ou metástases cerebrais conhecidas.

Olaparibe foi administrado na dose de 300 mg duas vezes ao dia, enzalutamida na dose de 160 mg uma vez ao dia e abiraterona na dose de 1.000 mg uma vez ao dia em combinação com prednisona 5 mg duas vezes ao dia. O tratamento em ambos os braços foi administrado até a progressão radiográfica avaliada por revisão central independente cega ou toxicidade inaceitável.

O endpoint primário do estudo foi a sobrevida livre de progressão radiológica (rPFS) pelos critérios RECIST 1.1 e do Prostate Cancer Clinical Trials Working Group 3 na coorte A, e os desfechos secundários incluem taxa de resposta objetiva, tempo até a progressão da dor, sobrevida global, rPFS na coorte B e segurança.

“A grande novidade foi selecionar os pacientes através de um teste molecular e oferecer uma medicação alvo. Sabe-se que 20 a 30% desses pacientes apresentam defeito de reparo de DNA, tendo o olaparibe como uma excelente opção de tratamento. Como investigador principal deste estudo no centro do Hospital de Amor em Barretos, pudemos oferecer algo a mais aos nossos pacientes. Esperamos cada vez mais estudos com biomarcadores moleculares preditivos de resposta como este para oferecer sempre a melhor droga ao paciente oncológico”, conclui Zucca.

O medicamento é aprovado em 64 países para o tratamento de manutenção do câncer de ovário recidivado sensível à platina, independentemente do status BRCA. Também é indicado como tratamento de manutenção de primeira linha do câncer avançado de ovário BRCAm após a resposta à quimioterapia baseada em platina, e para o câncer de mama metastático germinativo BRCAm HER2 negativo previamente tratado com quimioterapia.

Olaparibe está sendo desenvolvido e comercializado em conjunto pela AstraZeneca e MSD.

Referência: Study of Olaparib (Lynparza™) Versus Enzalutamide or Abiraterone Acetate in Men With Metastatic Castration-Resistant Prostate Cancer (PROfound Study)


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