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AtualizadoSáb, 14 Dez 2019 3am

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Novos subtipos no câncer de mama Luminal A

MURAD 2018 NET OKAnálise que explorou a heterogeneidade do câncer de mama Luminal-A identificou cinco novos subtipos, com resultados que ampliam a compreensão sobre variabilidade genética e resposta ao tratamento. O oncologista André Marcio Murad (foto), diretor científico do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP), comenta os achados.

 

O câncer de mama é uma doença clinicamente e molecularmente heterogênea. O luminal A representa a maioria dos tumores receptores hormonais e embora muitos casos sejam responsivos a terapias endócrinas, parcela significativa possui resistência intrínseca ou adquirida.

Com o objetivo de caracterizar a heterogeneidade do câncer de mama Luminal-A em tumores receptores hormonais e personalizar o controle da doença, os pesquisadores utilizaram assinaturas heterocelulares, representando células tronco, células mesenquimais, estromais, imunológicas e epiteliais. Os subtipos heterocelulares foram caracterizados pelo classificador CMS13, aplicado a dois conjuntos independentes de dados de câncer de mama (The Cancer Genome Atlas; TCGA (n = 817) e GSE42568 (n = 104).  “Esta análise estratificou as amostras de câncer de mama luminal-A em cinco subtipos, a maioria enriquecida com um subtipo (stem-like) que aumentou as assinaturas de células estaminais, indicando que podem ser originadas de células progenitoras luminais”, descrevem os autores.

A classificação também revelou que dos cinco subtipos heterocelulares de tumores luminal-A, dois expressam genes de checkpoint imune e têm potencial de responder ao tratamento com imunoterapia. ” Esses subtipos imuno-enriquecidos (de amostras positivas para receptores de estrogênio) apresentaram prognóstico bom ou intermediário, juntamente com os outros dois subtipos, avaliados por desfechos de sobrevida livre de recidiva em pacientes com metástases à distância”, descrevem os autores.

Por outro lado, um subtipo parcialmente diferenciado de câncer de mama luminal-A com características celulares e mutacionais semelhantes aos subtipos de câncer colorretal mostrou mau prognóstico. Esses subtipos (com proporções variáveis ​​de enterócitos) foram associados com alterações específicas no número de cópias somáticas.

Em conclusão, os autores sustentam que esses subtipos heterocelulares revelam heterogeneidade baseada no transcriptoma e no tipo de células do luminal A e podem ser úteis para a maior compreensão do câncer de mama e potencial estratificação de pacientes.

“Este relevante estudo publicado por Poudel et al na Revista NPJ Breast Cancer (da Nature Research) é meritório não só por sugerir uma melhor seleção de tratamentos personalizados para mulheres com câncer de mama, mas também por identificar potenciais novos alvos terapêuticos”, diz o oncologista André Marcio Murad, Professor Adjunto-Doutor Coordenador da Disciplina de Oncologia da Faculdade de Medicina da UFMG e Diretor Clínico da Personal - Oncologia de Precisão e Personalizada de Belo Horizonte, MG, também diretor científico do GBOP - Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão.

 “Os pesquisadores aplicaram um software de computador "treinado" em inteligência artificial para avaliar uma vasta gama de dados disponíveis sobre a genômica, a transcriptômica e a composição molecular e celular de tumores primários de mama Luminal A, correlacionando-os com dados de sobrevida das pacientes. Uma vez "treinada", a IA foi capaz de identificar cinco subtipos tumorais distintos e com padrões particulares de resposta ao tratamento”, prossegue Murad. “Importante ressaltar o subtipo "inflamatório", cujas células expressam altos níveis da proteína PD-L1, o que sugere resposta tumoral robusta à imunoterapia e também o subtipo  classicamente cacarterizado  como  "triplo-negativo", mas que  não responde aos tratamentos hormonais disponíveis,  também com probabilidade de resposta aos inibidores de PD-1/PDL-1 e eventualmente à combinação destes agentes com inibidores de PARP”, conclui.

A íntegra do estudo está disponível em acesso aberto, em https://www.nature.com/articles/s41523-019-0116-8

Referências: Poudel, P., Nyamundanda, G., Patil, Y., Cheang, M. C. U., & Sadanandam, A. (2019). Heterocellular gene signatures reveal luminal-A breast cancer heterogeneity and differential therapeutic responses. Npj Breast Cancer, 5(1). doi:10.1038/s41523-019-0116-8


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