24082019Sáb
AtualizadoSex, 23 Ago 2019 1pm

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Fatores reprodutivos associados ao risco de câncer de mama na síndrome de Li-Fraumeni

achatz 2019 bxA amamentação por pelo menos 7 meses reduz o risco de câncer de mama em mulheres com síndrome de Li-Fraumeni. Os resultados são de estudo do National Cancer Institute (NCT01443468), liderado pela brasileira Maria Isabel Achatz (foto), pesquisadora-adjunta do Departamento de Genética do National Cancer Institute (NCI) e coordenadora do Departamento de Oncogenética do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foram publicados no European Journal of Cancer.

A síndrome de Li-Fraumeni (LFS) é uma síndrome de predisposição ao câncer autossômica dominante rara, com riscos de câncer excepcionalmente altos durante a vida, causada principalmente por variantes da linhagem germinativa TP53. O câncer de mama precoce é o câncer mais comum em mulheres com LFS.

Associações entre fatores reprodutivos femininos e risco de câncer de mama têm sido amplamente estudados na população em geral e em portadores de mutação BRCA1/ 2, mas não em LFS. “A ideia do estudo partiu do questionamento de uma paciente jovem, de apenas 19 anos, que perguntou se o uso de anticoncepcional oral aumentaria seu risco de desenvolver um câncer. Foi então que me dei conta de que não havia nenhum dado robusto na literatura que avaliasse fatores reprodutivos. Assim, começamos o estudo buscando fatores que poderiam aumentar ou diminuir o risco para portadores de variantes patogênicas no gene TP53, e observamos que o aleitamento materno teve uma redução de risco importante”, explicou Maria Isabel.

No estudo, os pesquisadores avaliaram se fatores reprodutivos estão associados ao câncer de mama em LFS. Os dados do questionário foram coletados para 152 mulheres com variantes da linhagem germinativa TP53 confirmadas, inscritas no estudo LFS do National Cancer Institute (NCT01443468). Entre essas mulheres, 85 tinham câncer de mama confirmado por patologia/relatórios médicos. O teste exato de Fisher e os riscos proporcionais de Cox foram utilizados ​​para calcular o efeito de fatores reprodutivos no risco de câncer de mama.

Resultados

A amamentação ao longo da vida por pelo menos 7 meses foi associada com menor risco de câncer de mama (hazard ratio [HR] 0,57, p = 0,05). A paridade não alterou de forma independente o risco de câncer de mama (HR 1,08, p = 0,8), mas sugeriu um risco aumentado com a idade mais avançada no nascimento do primeiro filho (HR 2,14, p = 0,05). A idade da menarca (HR 1,09, p = 0,24) e o uso de contraceptivos orais (HR 0,88; p = 0,7) não afetaram significativamente o risco de câncer de mama.

“Neste primeiro estudo de fatores reprodutivos e câncer de mama em mulheres com LFS, a amamentação foi observada como protetora contra o risco de câncer de mama, especialmente com pelo menos 7 meses de amamentação ao longo da vida. A idade mais avançada no nascimento do primeiro filho parece aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama”, concluíram os autores. “Estudos prospectivos maiores de fatores reprodutivos são necessários em mulheres com LFS antes de fazer recomendações clínicas definitivas”, acrescentaram.

Referência: Reproductive factors associated with breast cancer risk in Li–Fraumeni syndrome - Payal P. Khincha, Ana F. Best, Joseph F. Fraumeni Jr., Jennifer T. Loud, Sharon A. Savage, Maria Isabel Achatz - DOI: https://doi.org/10.1016/j.ejca.2019.05.005


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