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AtualizadoQui, 21 Nov 2019 8pm

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Desnutrição no paciente oncológico, como melhorar a triagem nutricional?

nutricao 2019 bxA desnutrição no paciente oncológico tem sido associada ao aumento do risco de complicações, maior tempo de internação, menor tolerância e resposta aos tratamentos, menores taxas de sobrevida, sem falar de um declínio significativo na qualidade de vida. Estudo brasileiro publicado no periódico Nutrition & Cancer mostra que falta investir em instrumentos validados para melhorar a especificidade e confiabilidade da triagem nutricional do paciente de câncer.

Estudo de revisão sistemática realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, identificou oportunidades para melhor a triagem nutricional e tratar precocemente pacientes em risco nutricional. “Para ser eficiente, o instrumento deve ser prático, altamente sensível, ter boa especificidade e alta confiabilidade, o que significa pequena variação entre observadores”, dizem os autores.

A pesquisa foi realizada nas bases da Pubmed, Biblioteca Cochrane, Scopus e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando os descritores “Avaliação Nutricional”, “Neoplasias” e “Estudos de Validação”. Foram considerados elegíveis 21 estudos e a partir deles foram identificadas 14 ferramentas de triagem nutricional.

Os resultados indicam que A Avaliação Global Subjetiva Gerada pelo Paciente (ASG-PG) mostrou melhor sensibilidade, especificidade e valores preditivos positivo e negativo (98, 82, 95 e 93%, respectivamente) como preditor de sobrevida global em pacientes com câncer. “Não identificamos, no entanto, manuscritos que propusessem validação”, apontam os autores. “Para o uso prático, esses instrumentos de diagnóstico existentes na literatura devem ser validados em estudos com amostra representativa”, recomendam.

Estudos indicam que a prevalência da desnutrição no paciente com câncer varia de 39 e 87%, resultado de diferentes fatores, entre eles a mudanças no estado nutricional desses pacientes, como a presença de distúrbios metabólicos decorrentes do processo neoplásico, ingestão insuficiente de nutrientes e alta incidência de efeitos adversos gastrointestinais associados ao tratamento, incluindo mucosite, diarreia e náusea.  

Referência: Nélia Pinheiro Mendes, Thalita Alves de Barros, Carla de Oliveira Barbosa Rosa & Sylvia do Carmo Castro Franceschini (2019): Nutritional Screening Tools Used and Validated for Cancer Patients: A Systematic Review, Nutrition and Cancer, DOI: 10.1080/01635581.2019.1595045


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