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AtualizadoQui, 18 Jul 2019 7pm

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Quimiorradioterapia não mostra benefício de sobrevida livre de recidiva no câncer de endométrio

logo EVA QuadradoO tratamento com quimiorradioterapia não foi associado com maior sobrevida livre de recidiva na comparação com quimioterapia isolada em pacientes com carcinoma endometrial estágio III ou IVA. É o que apontam os resultados de Matei D et al, publicados na New England Journal of Medicine, que merece atenção na análise dos dados. A oncologista Solange Sanches, médica do A.C.Camargo Cancer Center e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA/GBTG) comenta os resultados.

Este estudo randomizado Fase 3 teve o objetivo de avaliar se radioterapia concomitante a 2 ciclos de platina e seguido por 4 ciclos de platina e taxano tem benefício na sobrevida livre de recidiva (desfecho primário) em pacientes com carcinoma endometrial estágio III ou IVA comparado a seis ciclos de quimioterapia. Endpoints secundários incluíram sobrevida global, efeitos tóxicos agudos e crônicos e qualidade de vida.

Resultados

736 pacientes foram incluídos na análise de sobrevida livre de recidiva; desses, 707 pacientes foram randomizados para quimiorradioterapia (N=346) ou quimioterapia isolada (N= 361).

Aos 60 meses, a estimativa de Kaplan-Meier foi de 59% dos pacientes vivos e livres de recidiva no grupo de quimiorradioterapia e de 58% no grupo tratado com quimioterapia (hazard ratio, 0,90; IC de 90%, 0,74 a 1,10). Os autores descrevem que a quimiorradioterapia foi associada a uma menor incidência de recorrência vaginal em 5 anos (2% vs. 7%; HR= 0,36; IC95%, 0,16 a 0,82) e a menor recorrência pélvica e do linfonodo para-aórtico (11% vs. 20%; HR= 0,43; IC95%, 0,28 para 0,66). No entanto, a recorrência à distância foi maior no grupo tratado com quimiorradioterapia (27% vs. 21%; HR= 1,36; IC95%, 1,00 para 1,86). “Cabe salientar que 85% das mulheres no grupo quimioterapia receberam o tratamento planejado versus somente 63% no grupo quimioradioterapia”, observa Solange.

Em relação ao perfil de segurança, eventos adversos de Grau 3, 4 ou 5 foram relatados em 202 pacientes (58%) no grupo quimiorradioterapia e em 227 pacientes (63%) no grupo tratado com quimioterapia exclusiva.

“O estudo permite concluir que a quimiorradioterapia não foi superior a quimioterapia exclusiva no tratamento das mulheres com câncer de endométrio avançado. Fica demonstrada a importância da quimioterapia nesse contexto, mas ao mesmo tempo deixa espaço para a pergunta: caso a radioterapia seja administrada após a quimioterapia, permitindo que a exposição ao quimioterápico seja no mínimo semelhante ao do grupo com QT exclusiva, poderíamos com esta estratégia ter o acréscimo do controle local?”, questiona a especialista.

Referência: Adjuvant Chemotherapy plus Radiation for Locally Advanced Endometrial Cancer - Daniela Matei et al - N Engl J Med 2019;380:2317-26. - DOI: 10.1056/NEJMoa1813181


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