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AtualizadoQua, 21 Ago 2019 11pm

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Risco de segunda neoplasia em sobreviventes de GIST

Laercio bxMeta-análise estimou a prevalência de segundos tumores primários em sobreviventes de GIST, que são raros tumores mesenquimais do trato gastrointestinal. Os resultados mostram que a frequência de segundos tumores primários em GIST foi de 20%, com 14% de tumores sincrônicos e 3% de tumores metacrônicos. Laercio Gomes Lourenço, professor associado da Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica do Departamento de Cirurgia da Unifesp e Chefe do Serviço de Cirurgia Geral e Aparelho Digestivo do Hospital do Rim da Fundação Osvaldo Ramos (UNIFESP), comenta os resultados.

A presença de segundos tumores primários (STPs) tem sido relatada com frequência em sobreviventes de GIST. Revisão sistemática com meta-análise avaliou a literatura disponível (PubMed, SCOPUS, Web Science, EMBASE e Cochrane), buscando artigos sobre a frequência de STP em pacientes de GIST.

Resultados

Um total de 32 estudos preencheram os critérios de inclusão, totalizando 19.627 pacientes com diagnóstico de GIST. A prevalência combinada de STP foi de 20%, com 14% de tumores sincrônicos e 3% de tumores metacrônicos. “Encontramos risco para vários tipos de câncer, em particular gastrointestinal (5%) e do trato geniturinário (3%). Os STPs mais frequentes foram câncer colorretal (17%), próstata (14%), gástrico (9%), esofágico (5,5%), pulmão (5,4%), hepato-biliopancreático (4,7%), mama (4,6%), linfoma (4,4%), rim (4,35%) e sarcomas (3,3%).

Em conclusão, os autores destacam que 20% dos pacientes com GIST experimentam SPT, achado que tem implicações para clínicos e patologistas.

“A ocorrência de uma segunda neoplasia primária nos doentes portadores de um tumor estromal gastrointestinal (GIST) já era conhecida e o artigo em destaque vem apresentar a comprovação final, confirmando o GIST como uma condição pré-neoplásica”, diz Laercio Gomes Lourenço.

O especialista lembra que “a introdução do Mesilato de Imatinibe (Novartis, Basel) no tratamento do GIST mudou drasticamente o prognóstico destes tumores, principalmente nos pacientes com doença metastática. Graças ao ganho de sobrevivência, foi possível observar que muitos desses pacientes apresentaram uma segunda neoplasia durante o follow up, sendo as mais frequentes o adenocarcinoma de colón e os tumores de células claras renais”, prossegue Lourenço. “Este fato já tinha sido observado anteriormente, e em 2015 Giulani e Bonetti publicaram artigo onde chamavam a atenção para a necessidade do seguimento desses doentes, pois haveria uma incidência maior de uma segunda neoplasia. Em 2017, Núñez-Martín e cols. realizaram a primeira revisão bibliográfica sobre o aparecimento de uma segunda neoplasia. Estes estudos, com maior conhecimento sobre os tumores estromais gastrointestinais (GIST), proporcionaram grande avanço na oncologia clínica”, conclui.

Referência: Petrelli, F., Tomasello, G., Barni, S., Varricchio, A., Costanzo, A., Rampulla, V., … Ghidini, M. (2019). Risk of second primary tumors in GIST survivors: A systematic review and meta-analysis. Surgical Oncology. doi:10.1016/j.suronc.2019.03.001


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