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AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Eventos adversos e inibidores de checkpoint imune

Gilberto Lopes 2019Qual a incidência de eventos adversos relacionados ao tratamento com inibidores de PD-1 e PD-L1? Revisão sistemática e meta-análise que avaliou 125 ensaios clínicos envolvendo 20.128 pacientes mostrou que a incidência de eventos adversos foi semelhante entre pacientes com diferentes tipos de câncer, mas variou de acordo com o medicamento utilizado. A incidência de eventos grau ≥3 foi de 14% e de eventos adversos de todos os graus foi de 66%. Gilberto Lopes (foto), oncologista clínico na University of Miami Sylvester Comprehensive Cancer Center, comenta os achados.

Inibidores de checkpoint imune voltados para a proteína da morte celular programada (PD-1) e seu ligante (PD-L1) têm sido cada vez mais utilizados no tratamento do câncer. Assim, compreender os eventos adversos relacionados ao tratamento com esses medicamentos é fundamental para a prática clínica.

Com o objetivo de avaliar a incidência de eventos adversos relacionados ao uso de inibidores de PD-1 e PD-L1 e as diferenças entre os agentes disponíveis nos diversos tipos de câncer, este estudo de revisão avaliou a base de dados da PubMed, Web of Science, Embase e Scopus, ​de 1º de outubro de 2017 a 15 de dezembro de 2018.

Foram incluídos os ensaios clínicos com inibidores de PD-1 e PD-L1 como agente único, com dados disponíveis sobre os eventos adversos relacionados com o tratamento. 

Resultados

Esta revisão sistemática e meta-análise incluiu 125 ensaios clínicos envolvendo 20128 pacientes; 12 277 (66,0%) de 18610 pacientes de 106 estudos desenvolveram pelo menos um evento adverso de qualquer grau e 2627 (14,0%) de 18.715 pacientes de 110 estudos desenvolveram pelo menos um evento adverso de grau 3 ou superior.

Os autores descrevem que os eventos adversos mais comuns de todos os graus foram fadiga (18,26%) prurido (10,61%) e diarreia (9,47%). Os eventos adversos mais comuns de grau 3 ou superior foram fadiga (0,89%), anemia (0,78%) e aumento de aspartato aminotransferase (0,75%). Hipotireoidismo (6,07%) e hipertireoidismo (2,82%) foram os eventos adversos endócrinos imunomediados mais frequentes.

O uso de nivolumabe foi associado a incidências mais altas de eventos adversos de todos os graus em comparação com pembrolizumabe (OR [1,2]; IC 95% 0,97-1,79) e eventos adversos de grau 3 ou superior (OR 1,30; IC95% 0,89 -2,00). Os inibidores de PD-1 foram associados a uma incidência média maior de eventos adversos de grau 3 ou superior em comparação com os inibidores de PD-L1 (OR, 1,58; IC 95%, 1,00-2,54).

Em conclusão, a meta-análise aponta que inibidores de PD-1 e PD-L1 têm diferentes eventos adversos relacionados ao tratamento, com dados que ajudam a embasar decisões clínicas. 

"Esses resultados confirmam a segurança dos inibidores de PD1 e PD-L1, com toxicidade muito inferior à quimioterapia clássica, mas também ressaltam a necessidade de educação e experiência com esses agentes para o manejo adequado dos efeitos adverses associados", observa Gilberto Lopes. 

Referências: J Wang Y, Zhou S, Yang F, et al. Treatment-Related Adverse Events of PD-1 and PD-L1 Inhibitors in Clinical Trials: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Oncol. Published online April 25, 2019. doi:10.1001/jamaoncol.2019.0393


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