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AtualizadoTer, 03 Ago 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Anvisa aprova novas indicações do anti-PD-1 pembrolizumabe

approved NET OKA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas indicações do anti-PD-1 pembrolizumabe (Keytruda): como tratamento adjuvante em pacientes com melanoma estádio III, independente da expressão de PD-L1; e em combinação com quimioterapia no tratamento de primeira linha em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio avançado ou metastático, com histologia do tipo escamosa. As aprovações foram baseadas nos estudos KEYNOTE-054 e KEYNOTE-407, respectivamente.

O estudo fase III EORTC 1325/KEYNOTE-054 (ClinicalTrials.gov, NCT02362594), randomizado, duplo cego, placebo-controlado, investigou o uso de pembrolizumabe como terapia adjuvante em 1019 pacientes com melanoma avançado em estágio III.

Com uma mediana de acompanhamento de 15 meses, a taxa de sobrevida livre de recidiva em 12 meses foi de 75,4% (95% CI, 71,3-78,9) no grupo que utilizou pembrolizumabe e de 61% (95% CI, 56,5-65,1) no grupo placebo. A sobrevida livre de recidiva foi significativamente prolongada, resultando em risco reduzido de recidiva ou morte de 43% com pembrolizumabe (HR = 0,57; 98,4% CI, 0,43-0,74; p <0,0001) em comparação com placebo.

Aos 18 meses, as taxas de sobrevida livre de recidiva foram 71,4% (IC 95%, 66,8-75,4) e 53,2% (IC 95%, 47,9-58,2), respectivamente. Em pacientes com tumores PD-L1 positivos (n = 853), a taxa de 12 meses de sobrevida livre de recidiva foi de 77,1% (95% CI, 72,7-80,9) no grupo pembrolizumabe e 62,6% (95% CI, 57,7-67,0) no grupo placebo. Nesses pacientes, a sobrevida livre de recidiva foi significativamente mais longa, resultando em risco reduzido de recidiva ou morte de 46% com pembrolizumabe (HR = 0,54; IC95%, 0,42-0,69; p <0,0001) comparado ao placebo.

O benefício da sobrevida livre de recidiva demonstrado com pembrolizumabe foi consistente em pacientes com tumores negativos para PD-L1 e naqueles com expressão indeterminada de tumor PD-L1. Além disso, o benefício foi semelhante em outros subgrupos, incluindo o estágio da doença e o envolvimento nodal. O status BRAF, sexo e índice de massa corporal basal não influenciaram significativamente a diferença de tratamento.

“A aprovação de pembrolizumabe tem grande valor para os pacientes com melanoma com acometimento linfonodal, uma vez que as chances de redução do risco de recidiva do tumor são grandes, em torno de 43%. Atualmente, o tratamento padrão disponível, oferece redução de 15%. No entanto, por conta da toxicidade, muitas vezes os médicos não o utilizam”, afirmou João Duprat, Diretor do Departamento de Câncer de Pele do Hospital A.C Camargo.

Terapia combinada no câncer de pulmão

A agência também aprovou o pembrolizumabe para uso combinado com a quimioterapia para o tratamento em primeira linha de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio avançado ou metastático, com histologia do tipo escamosa. A aprovação foi baseada nos resultados do estudo KEYNOTE-407, que avaliou o uso de pembrolizumabe associado à quimioterapia (carboplatina-paclitaxel ou nab-paclitaxel), utilizado em primeira linha de tratamento, e apresentou resultado significativo de taxa de controle da doença quando comparada ao tratamento padrão com quimioterapia.

“O carcinoma escamoso é um subtipo da doença de difícil tratamento, já que temos menos estratégias terapêuticas disponíveis. Essa nova indicação representa um grande avanço no tratamento de câncer de pulmão, pois os pacientes apresentam respostas muito superiores quando comparamos com a terapia padrão com quimioterapia”, explica Carolina Kawamura, oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

KEYNOTE-407

KEYNOTE407 é um estudo fase III, duplo-cego, multicêntrico, controlado por placebo que avaliou o uso de pembrolizumabe em combinação com quimioterapia (carboplatina-paclitaxel ou nab-paclitaxel) em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) metastático, com histologia escamosa, independente de expressão de PD-L1.

Foram avaliados 559 pacientes sem tratamento prévio para doença metastática, randomizados 1:1 para receberem pembrolizumabe (dose fixa de 200 mg) mais carboplatina e paclitaxel a cada três semanas por 4 ciclos ou nab-paclitaxel dias 1, 8 e 15 de cada ciclo de três semanas durante quatro ciclos, seguido de pembro (200mg) a cada 3 semanas. O grupo controle foi tratado com a mesma combinação de terapias, porém com a substituição de pembrolizumabe por placebo. O tratamento com pembrolizumabe ou placebo continuou até à progressão da doença, toxicidade inaceitável ou um máximo de 24 meses. Aos pacientes no braço placebo foi oferecido tratamento com pembrolizumabe no momento da progressão da doença.

O KEYNOTE407 teve acompanhamento médio de 7,8 meses. Os resultados apresentaram redução risco de morte de 36% (HR=0.64 [95% CI, 0.49, 0.85]; p=0.0017), redução de risco de progressão ou morte de 44% (HR=0,56 [95% IC, 0,45, 0,70]; p< 0,001) e taxa de controle da doença em torno de 86%.

Referências: 1 - KEYNOTE-054 - Adjuvant Pembrolizumab versus Placebo in Resected Stage III Melanoma - Alexander M.M. Eggermont et al - May 10, 2018 - N Engl J Med 2018; 378:1789-1801 - DOI: 10.1056/NEJMoa1802357

2 - KEYNOTE-407 - Pembrolizumab plus Chemotherapy for Squamous Non–Small-Cell Lung Cancer - Luis Paz-Ares et al.,  for the KEYNOTE-407 Investigators - November 22, 2018 - N Engl J Med 2018; 379:2040-2051 - DOI: 10.1056/NEJMoa1810865


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