21072019Dom
AtualizadoQui, 18 Jul 2019 7pm

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Ressecção do linfonodo cardiofrênico no câncer de ovário

André Lopes IBCCEstudo brasileiro publicado na edição de janeiro do International Journal of Gynecological Cancer buscou avaliar os desfechos clínicos de pacientes com carcinoma epitelial de ovário submetidos à ressecção de linfonodo cardiofrênico. “Constatamos que os linfonodos cardiofrênicos podem ser sítios de metástases, e em casos suspeitos a remoção é necessária para não deixar doença residual. Por ser um local não tão comum de doença metastática, muitas vezes eles não são reportados nos exames de estadiamento”, explica André Lopes (foto), cirurgião oncológico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e primeiro autor do trabalho.

Os pesquisadores analisaram retrospectivamente os registros de todos os pacientes com carcinoma epitelial de ovário avançado (estágios IIIC-IV) submetidos à ressecção de linfonodo cardiofrênico entre 2002 e 2018. Foram incluídos somente aqueles pacientes com envolvimento de linfonodos cardiofrênicos como a única doença extra-abdominal detectável.

As pacientes com suspeita de metástase de linfonodo cardiofrênico em imagens de estadiamento foram submetidas a uma incisão transdiafragmática para acessar o espaço paracárdico após realização da citorredução abdominal completa. Foram coletados dados de sobrevida livre de doença, sobrevida global e procedimentos cirúrgicos realizados concomitantemente à ressecção de linfonodos cardiofrênicos.

Resultados

Do total de 456 pacientes, 29 foram submetidas à ressecção de linfonodo cardiofrênico; destas, 24 pacientes preencheram os critérios de inclusão. Vinte e dois pacientes tinham carcinoma epitelial de ovário seroso de alto grau, um paciente apresentava carcinoma epitelial de ovário de baixo grau, e um paciente tinha carcinossarcoma ovariano. Dez pacientes tiveram doença recorrente (grupo de recorrência).

Quatorze pacientes foram submetidos à citorredução durante o tratamento primário (grupo de debulking primário); quatro foram submetidas à citorredução após quimioterapia neoadjuvante. A ressecção de linfonodo cardiofrênico foi realizada no lado direito em 19 pacientes, no lado esquerdo em três e bilateralmente em dois pacientes. A duração média do procedimento foi de 28 minutos, com perda sanguínea mínima e sem complicações graves. Vinte e um pacientes apresentavam positividade para linfonodos cardiofrênicos.

A mediana de intervalo livre de doença foi de 17 e 12 meses nos grupos de cirurgia debulking recorrente e primária, respectivamente. O mediastino foi o primeiro local de recorrência em 10 pacientes. Cinco pacientes desenvolveram metástases cerebrais. Cinco pacientes tiveram uma sobrevida global além dos 50 meses.

Os autores concluíram que embora raros, os linfonodos cardiofrênicos podem ser um local de metástase do câncer de ovário. “Embora sua presença possa indicar recorrência futura, alguns pacientes podem alcançar sobrevida em longo prazo. A ressecção deve ser considerada em casos de envolvimento suspeito para confirmar doença extra-abdominal e obter citorredução completa”, observaram.

Referência: Lopes A, Rangel Costa RL, di Paula R, et al - Cardiophrenic lymph node resection in cytoreduction for primary advanced or recurrent epithelial ovarian carcinoma: a cohort study - International Journal of Gynecologic Cancer 2019;29:188-194.

 


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