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AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Eficácia de inibidores de checkpoint em homens e mulheres

homem mulherO sexo do paciente pode predizer os resultados de tratamentos com inibidores de checkpoint imune? Estudo de revisão sistemática e meta-análise publicado no Lancet Oncology1 discute a heterogeneidade da eficácia do tratamento em homens e mulheres e conclui que em mulheres a eficácia de inibidores de checkpoint imune é significativamente menor.

 

A revisão considerou estudos clínicos randomizados com inibidores de checkpoint imune (inibidores de PD-1, de CTLA-4 ou ambos) que tinham taxas de risco (HRs) disponíveis de acordo com o sexo do paciente. Foram considerados os dados disponíveis até 30 de novembro de 2017. Também foram revisados resumos de estudos randomizados apresentados em congressos científicos. O endpoint primário avaliou a diferença de eficácia de inibidores de checkpoint imune em homens e mulheres, medida em termos de diferença no log de sobrevida global.

Resultados

Dos 7133 estudos identificados na busca em base de dados (PubMed, MEDLINE, Embase e Scopus), 20 estudos cumpriram os critérios de elegibilidade e relataram sobrevida global de acordo com o sexo do paciente, considerando diferentes inibidores de checkpoint imune (ipilimumabe, tremelimumabe, nivolumabe ou pembrolizumabe). No total, 11351 pacientes com câncer avançado ou metastático foram incluídos na análise, sendo 7646 homens (67%) e 3705 mulheres (33%).

Os tipos de câncer mais frequentes na população avaliada foram melanoma (3632 [32%]) e câncer de pulmão não pequenas células (3482 [31%]). A sobrevida global foi de 0,62 (IC95% 0,65-0,9) no sexo masculino em relação ao grupo-controle e de 0,86 no sexo feminino (IC 95% 0 · 79-0 · 93). A diferença de eficácia entre homens e mulheres tratados com inibidores do checkpoint imunológico foi significativa (p = 0,0019).

Para os autores, os inibidores de checkpoint imune podem melhorar a sobrevida global em pacientes com câncer avançado, como melanoma e câncer de pulmão não-pequenas células, mas a magnitude do benefício depende do sexo. “Até onde sabemos, nossas descobertas fornecem a primeira evidência de uma diferença significativa na eficácia de inibidores de checkpoint imune em homens e mulheres”, sustentam. “O benefício de sobrevida foi consistentemente maior para os homens do que para as mulheres, independentemente do tipo de câncer, linha de tratamento e tipo de droga administrada”, destacam.

Conforti e colegas dizem que pesquisas futuras devem se concentrar em melhorar a eficácia das imunoterapias nas mulheres. “A concepção de novas pesquisas com imunoterapias deve garantir a maior inclusão de mulheres nos estudos clínicos”, recomendam.

Em artigo2 do Lancet Oncology, Omar Abdel-Rahman, do Departamento de Oncologia da Universidade do Cairo, comentou os achados de Conforti et al. e recomendou cautela com “Os dados não apoiam de forma convincente sua conclusão final. A análise incorpora um grupo diversificado de tumores sólidos e dentro de cada tumor sólido há uma multidão de características básicas que podem diferir entre homens e mulheres”, argumentou.

Referências:

1 - Fabio Conforti; Laura Pala; Vincenzo Bagnardi; Tommaso De Pas; Marco Martinetti; Giuseppe Viale; Richard D Gelber; Aron Goldhirsch. Cancer immunotherapy efficacy and patients' sex: a systematic review and meta-analysis. The lancet Oncology. DOI: https://doi.org/10.1016/S1470-2045(18)30261-4 (Published 16 May 2018)

2 - Abdel-Rahman, O. Does a patient's sex predict the efficacy of cancer immunotherapy? The lancet Oncology. DOI: https://doi.org/10.1016/S1470-2045(18)30270-5 (Published 16 May 2018)


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