23012021Sáb
AtualizadoSex, 22 Jan 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Jovens adultos sobreviventes de câncer e acompanhamento após o fim do tratamento

Jovem Paciente NET OKUm novo estudo sugere que uma grande porcentagem de adolescentes e jovens adultos (AYAs) que foram submetidos a um tratamento contra o câncer não buscam cuidados de acompanhamento após o término do tratamento inicial. Essa população está em maior risco de problemas cardíacos, infertilidade e segundas neoplasias. Os resultados foram apresentados no 2018 Cancer Survivorship Symposium em Orlando, Flórida.

Apesar das diretrizes nacionais de sobreviventes, os cuidados de acompanhamento após o término do tratamento são geralmente insuficientes para adolescentes e jovens adultos sobreviventes de câncer. Um estudo piloto anterior envolvendo 27 AYAs em um grupo focal descobriu que as principais barreiras ao acompanhamento incluíram perda de seguro de saúde, má comunicação com o oncologista e desafios de adaptação à condição de sobrevivente. O presente estudo teve como objetivo determinar a proporção de adultos jovens sobreviventes que não continuaram os cuidados de acompanhamento e analisar quais fatores contribuíram para a falta de acompanhamento.

"Muitos adolescentes e jovens adultos desconhecem quais são seus riscos a longo prazo depois de terem terminado seu tratamento contra o câncer", disse a autora do estudo, Lynda M. Beaupin, professora assistente de oncologia do Roswell Park Cancer Institute em Buffalo, Nova york. "Os médicos e outros prestadores de cuidados de saúde precisam ser mais enfáticos em informar esses pacientes sobre potenciais efeitos colaterais futuros e riscos para a saúde que podem ocorrer com base em certos aspectos do tratamento contra câncer".

Sobre o Estudo

Em um estudo anterior, os autores realizaram uma discussão em grupos focais de 27 adolescentes e jovens adultos, de 18 a 39 anos, para interrogá-los sobre as principais barreiras que os impediram de procurar cuidados de acompanhamento. Entre os fatores que algumas pessoas mencionaram havia uma comunicação fraca com o oncologista, problemas em curso na adaptação à vida como sobrevivente de câncer e perda de seguro de saúde.

Como follow up dessa sessão de grupos focais, os autores examinaram um grupo maior de AYAs que foram atendidos no Roswell Park Comprehensive Cancer Center usando o registro de tumores do instituto, que inclui qualquer paciente diagnosticado no centro do câncer. Os dados coletados para o estudo incluíram informações não-identificadas sobre idade atual do paciente, idade ao diagnóstico, gênero, data de diagnóstico, data da visita médica mais recente e tipo de câncer. Os tipos mais prevalentes comuns de câncer foram leucemia/linfoma, melanoma, tumores de células germinativas e câncer de tireóide e mama, os tipos de câncer mais comuns nesta faixa etária.

Os investigadores dividiram os AYAs diagnosticados com os cinco principais tipos de câncer em dois grupos: 852 pessoas diagnosticadas entre 2010-2014 e 783 pessoas diagnosticadas entre 2005-2009. Para a análise, eles também incluíram informações fornecidas pelo paciente sobre consultas médicas de acompanhamento e status de seguro de saúde.

Principais conclusões

O maior período de tempo desde a última visita de tratamento do câncer foi o fator mais importante para o não agendamento de uma consulta de acompanhamento, com 48% das pessoas no grupo de 2005-2009 sem consulta de acompanhamento em 2016 versus 33% para aqueles no grupo 2010-2014. O tipo de câncer não foi determinante para a ausência de agendamento de consulta de acompanhamento. O status do seguro de saúde não desempenhou um papel determinante na busca por acompanhamento no grupo de 2005-2009. No grupo 2010-2014, um pouco mais de pessoas sem seguro saúde não agendaram compromissos de acompanhamento em comparação com aqueles que possuíam seguro (39% vs. 33%), mas essa diferença não foi estatisticamente significante.

Os pesquisadores esperam analisar outros fatores que podem afetar a disposição das AYAs para buscar cuidados de acompanhamento em futuros estudos, tais como o status de emprego, distância para um centro de câncer, tratamento em uma instituição que não seja um centro de câncer, e talvez o mais importante, a percepção dos adolescentes e jovens adultos sobre sua atual qualidade de vida.

"Esses pacientes têm potencial para viver uma vida normal, e precisamos educá-los para que possam receber cuidados de acompanhamento regularmente", disse Beaupin. "Esperamos que eles continuem recebendo acompanhamento em um centro de câncer que possua condições para avaliar a saúde cardíaca e proporcionar reabilitação, se necessário. Atualmente, existem programas de sobreviventes estabelecidos em todo o país que podem fornecer cuidados de acompanhamento para aqueles que completaram o tratamento", acrescentou.

O estudo foi apoiado por financiamentos do National Cancer Institute do National Institutes of Health.

Referência:  Abstract 29 - Come back: Identifying targets to engage young adult survivors who have been lost to follow-up. - Lynda M. Beaupin et al - Citation: J Clin Oncol 36, 2018 (suppl 7S; abstr 29)


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