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AtualizadoSeg, 29 Nov 2021 7pm

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Daichii Sankyo

Novos tratamentos e métodos de rastreamento reduzem mortes por câncer de mama

Mama News 1 NET OKNas últimas décadas, dezenas de novos medicamentos contra o câncer de mama - das quimioterapias às terapias alvo – se tornaram disponíveis para uso clínico, e a tecnologia de mamografia passou de filme para digital. Mas as mudanças fazem a diferença no número de mortes por câncer de mama? A resposta é sim, de acordo com um estudo publicado dia 9 de janeiro de JAMA.

Pesquisadores de uma rede composta por seis instituições - Universidade de Stanford, Dana-Farber Cancer Institute, Erasmus Medical Center, Georgetown University Medical Center, Albert Einstein College of Medicine, Universidade de Wisconsin, Harvard Medical School e MD Anderson Comprehensive Cancer Center - modelaram o efeito do rastreamento e do tratamento do câncer de mama nas taxas de mortalidade pela doença nos Estados Unidos e demonstraram uma redução na mortalidade por câncer de mama em 49% em 2012, contra 37% em 2000.

"Estes números representam uma notícia muito positiva para pacientes com câncer de mama", disse Sylvia Plevritis, professora de radiologia e de ciência de dados biomédicos na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e autora principal do artigo. "Avanços no rastreamento e no tratamento estão salvando a vida dos pacientes, e este artigo quantifica a diferença que esses avanços estão fazendo", afirmou.

O grupo adicionou dados de 2000 a 2012 aos dados existentes e comparou as conclusões de cada modelo, calculando os efeitos médios sobre a mortalidade do screening e dos tratamentos, incluindo quimioterapia, terapia hormonal e o tratamento com trastuzumabe. Além dos efeitos sobre o câncer de mama como um todo, a equipe analisou as diferenças entre os subtipos moleculares de câncer de mama baseado em receptores de estrogênio (ER) e expressão HER2.

Métodos e resultados

O estudo utilizou seis modelos de simulação que projetaram as tendências de mortalidade por câncer de mama nos EUA para mulheres de 30 a 79 anos. Os modelos compararam as taxas de mortalidade por câncer de mama geral, ajustadas à idade, e ER/HER2 específicas de 2000 a 2012 em relação à taxa de mortalidade estimada na ausência de rastreamento e tratamento (taxa do baseline).

Em 2000, a redução estimada da taxa global de mortalidade por câncer de mama foi de 37% (intervalo do modelo, 27% -42%) em relação à taxa do baseline estimada em 2000 de 64 óbitos (intervalo, 56-73) por 100 mil mulheres: 44% (intervalo, 35% -60%) desta redução foi associada ao rastreio e 56% (intervalo, 40% -65%) com o tratamento.

Em 2012, a redução estimada da taxa global de mortalidade por câncer de mama foi de 49% (intervalo, 39% -58%) em relação à taxa estimada no baseline em 2012 de 63 mortes (intervalo, 54-73) por 100 mil mulheres: 37% (intervalo, 26% -51%) desta redução foi associada ao rastreamento e 63% (intervalo, 49% -74%) com o tratamento.

Dos 63% associados ao tratamento, 31% (intervalo, 22% -37%) foi associada com quimioterapia, 27% (intervalo, 18% -36%) com terapia hormonal e 4% (intervalo, 1% -6%) com trastuzumabe.

No entanto, quando examinaram alguns subtipos moleculares de câncer, os números variaram. Para o câncer ER+/HER2+, o tipo mais comum e o tipo para o qual o maior número de novas terapias alvo estão disponíveis, apenas 31% (intervalo, 23% -41%) do declínio da mortalidade foi associado ao rastreio, com 69% (intervalo, 59% -77%) associado ao tratamento. Para a doença ER-/HER2-, que tem menos opções de tratamento, 48% (intervalo, 38% -57%) do declínio da mortalidade foi associado ao rastreio e 52% (intervalo, 44% -62%) com o tratamento, semelhante aos resultados de 2000.

Na doença ER+/HER2-, as contribuições relativas estimadas associadas ao rastreio versus tratamento foram 36% (intervalo, 24% -50%) vs 64% (intervalo, 50% -76%); para ER-/HER2+, 40% (intervalo, 34% -47%) vs 60% (intervalo, 53% -66%).

"As drogas mais recentes, particularmente as alvo moleculares, estão associadas a uma maior redução na mortalidade por câncer de mama do que a triagem", disse Jeanne Mandelblatt, professora de oncologia e medicina na Universidade de Georgetown e autora sênior do trabalho. "No entanto, o rastreamento ainda demonstra um efeito significativo na redução das mortes por câncer de mama".

O estudo foi financiado pelo National Institutes of Health (grant U01CA152958). Os dados utilizados foram apoiados pelo National Cancer Institute (grants P01CA154292, U54CA163303 e HHSN261201100031C).

Referência:  Association of Screening and Treatment With Breast Cancer Mortality by Molecular Subtype in US Women, 2000-2012 - JAMA. 2018;319(2):154-164. doi:10.1001/jama.2017.19130

 


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