02122020Qua
AtualizadoQua, 02 Dez 2020 2pm

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Daichii Sankyo

Anvisa aprova nivolumabe para tratamento do câncer de cabeça e pescoço

William Nassib 2017 NET OKA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nivolumabe (Opdivo®, Bristol-Myers Squibb) para o tratamento dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático, com progressão da doença durante ou após terapia à base de platina. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) dia 04 de dezembro, a aprovação foi baseada nos resultados do estudo fase III CheckMate 1411. O oncologista William Nassib William Jr. (foto), diretor médico da Oncologia Clínica e Hematologia do Centro Oncológico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, comenta a aprovação.

 

“A aprovação do nivolumabe para câncer de cabeça e pescoço metastático representa um marco importante no tratamento desta doença no Brasil. Pacientes que falharam esquemas baseados em platina têm poucas opções terapêuticas e nenhum estudo de fase 3 neste contexto jamais havia demonstrado aumento significativo de sobrevida global. O estudo CheckMate 141 claramente mostra vantagem de nivolumabe versus tratamento padrão (cetuximabe, metotrexato ou docetaxel), não somente em termos de sobrevida global, quanto também em taxas de resposta e parâmetros de qualidade de vida”, afirma oncologista William Nassib William Jr. (foto), diretor médico da Oncologia Clínica e Hematologia do Centro Oncológico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O especialista ressalta que o aumento de sobrevida global associado ao nivolumabe é não somente estatisticamente significativo, como também clinicamente relevante. “Aproximadamente o dobro de pacientes tratados com nivolumabe estava vivo em um ano comparado a tratamento sistêmico padrão. Assim como já observado em outros tumores sólidos, a duração de resposta a nivolumabe foi prolongada, refletindo o possível benefício de controle de doença a longo prazo observado com imunoterápicos”, diz.

Sobre o estudo

CheckMate 141 foi um estudo fase III, aberto, randomizado, com pacientes com carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço escamoso recorrente ou metastático que progrediram em até 6 meses de quimioterapia à base de platina. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente (2: 1) para nivolumabe 3 mg/kg a cada 2 semanas (n = 240) ou a escolha do investigador (n= 121: metotrexato 40-60 mg/m2 de área de superfície corporal; docetaxel 30- 40 mg/m2; ou cetuximabe 250 mg/m2 após uma dose de 400 mg/m2) até a progressão da doença, toxicidade intolerável ou retirada do consentimento.

Os resultados mostraram que nivolumabe prolongou a sobrevida global em comparação com a terapia de escolha do investigador (7,5 versus 5,1 meses), melhorou a taxa de resposta global (13,3% vs. 5,8%) e resultou em menos eventos adversos graves relacionados ao tratamento (13,1% vs. 35,1%). Em um ano, 36% dos pacientes tratados com nivolumabe estavam vivos versus 16,6% daqueles submetidos ao tratamento de escolha do investigador (metotrexato, ou docetaxel, ou cetuximabe).

Qualidade de vida

Publicada no Lancet Oncology em junho deste ano, uma análise exploratória de qualidade de vida do CheckMate 141 mostrou que o nivolumabe retardou o tempo para a deterioração dos resultados de qualidade de vida relatados pelo paciente em comparação com a terapia com agente único da escolha do investigador. O tempo médio de deterioração foi significativamente maior com o nivolumabe versus a escolha do investigador para 13 (37%) de 35 domínios avaliados2.

William também observa que o perfil de efeitos colaterais também foi, em geral, mais favorável no braço do nivolumabe. “Estes resultados positivos abrem caminho para avaliações de combinações de imunoterapias em câncer de cabeça e pescoço metastático. Da mesma forma, uma série de estudos estão avaliando o papel da imunoterapia em doença localmente avançada, doença inicial, e até mesmo em lesões pré-malignas para prevenção de câncer de cavidade oral (como é o caso do estudo IPOC conduzido no MD Anderson)", afirma William. 

Esta é a quinta aprovação do nivolumabe no país. O medicamento também está aprovado para tratamento de pacientes com melanoma metastático, câncer de pulmão localmente avançado ou metastático, câncer renal metastático previamente tratado, linfoma de Hodgkin e carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático. "Os tumores de cabeça e pescoço agora somam-se aos outros cânceres considerados imunogênicos, para os quais estratégias baseadas em modulação do sistema imune poderão trazer benefícios importantes”, conclui o especialista.

Referências:

1 - Nivolumab for Recurrent Squamous-Cell Carcinoma of the Head and Neck - R.L. Ferris et al - Published on October 9, 2016, at NEJM.org. N Engl J Med 2016;375:1856-67. DOI: 10.1056/NEJMoa1602252

2 - Nivolumab versus standard, single-agent therapy of investigator's choice in recurrent or metastatic squamous cell carcinoma of the head and neck (CheckMate 141): health-related quality-of-life results from a randomised, phase 3 trial. - Kevin J Harrington et al - Published: 23 June 2017 - DOI: http://dx.doi.org/10.1016/S1470-2045(17)30421-7

 


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