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AtualizadoQui, 17 Jun 2021 6pm

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Daichii Sankyo

Estudo mostra benefício de andrógenos na LMA em idosos

Idoso_NET_OK.jpgArtigo publicado no Journal of Clinical Oncology apresenta os resultados do estudo do grupo francês (GOELAMS) e conclui que a terapia de manutenção com noretandrolona melhora significativamente a sobrevida em pacientes idosos com leucemia mielóide aguda (LMA), sem aumentar a toxicidade.

O estudo multicêntrico, aberto, randomizado, Fase III, que avaliou o benefício da adição de andrógenos na terapia de manutenção em pacientes com LMA, com 60 anos ou mais.

Mais de 70% dos pacientes com LMA têm mais de 60 anos de idade no momento do diagnóstico. O prognóstico desses pacientes é particularmente pobre devido à menor tolerância às quimioterapias intensivas e à presença de comorbidades. Além disso, pacientes idosos frequentemente apresentam características prognósticas desfavoráveis, como citogenética de baixo risco e/ou fenótipo de resistência a múltiplos fármacos.
 
Para este grupo de pacientes, melhorar a eficácia da quimioterapia pós-indução e prolongar a remissão, sem aumentar a mortalidade relacionada com o tratamento, continua a ser um desafio.
 
Métodos
 
Um total de 330 pacientes com LMA de novo ou que progrediram à quimioterapia ou radioterapia foram incluídos no estudo. A terapia de indução incluiu idarrubicina 8 mg/m2 nos dias 1 a 5, citarabina 100 mg/m2 nos dias 1 a 7 e lomustina 200 mg/m2 no dia 1. Os pacientes em remissão completa ou remissão parcial receberam seis cursos de reindução, alternando idarrubicina 8 mg/m2 no dia 1, citarabina 100 mg/ m2 nos dias 1 a 5 e um regime de metotrexato e mercaptopurina.
 
Os pacientes foram randomizados para receber ou não noretandrolona 10 ou 20 mg/dia, de acordo com o peso corporal, como parte de um regime de manutenção de 2 anos. O objetivo primário foi a sobrevida livre de doença, analisada por intenção de tratar. Os endpoints secundários foram sobrevida livre de progressão, sobrevida global e segurança.
 
Resultados
 
Foram designados aleatoriamente 165 pacientes para cada braço, sendo que o braço A recebeu noretandrolona, ​​e pacientes do braço B não receberam a adição do andrógeno. A remissão completa ou remissão parcial foi alcançada em 247 pacientes (76%).

“Entre os pacientes em remissão completa após um ano da quimioterapia de indução, aqueles incluídos no grupo que recebeu terapia de manutenção com andrógeno (noretandrolona) obtiveram o dobro da sobrevida livre de doença aos 5 anos quando comparados ao grupo sem tratamento de manutenção (P=0,002). Da mesma forma, a sobrevida global também foi significativamente superior com a manutenção (P=0,008)”, explica Laura Fogliatto, hematologista da Santa Casa de Porto Alegre.
 
Nos braços A e B, respectivamente, a sobrevida livre de doença em 5 anos foi de 31,2% e 16,2%, a sobrevida livre de eventos foi de 21,5% e 12,9% e a sobrevida global foi de 26,3% e 17,2%.
Em conclusão, a noretandrolona mostrou impacto nos principais endpoints avaliados, sem aumentar a toxicidade. Apenas pacientes com leucócitos basais> 30 × 109/L não se beneficiaram da adição de noretandrolona.
 
“O exato papel dos andrógenos nas células leucêmicas está sendo investigado e esse estudo suscita o papel da manutenção na LMA com drogas-alvo”, conclui a especialista.
 
O estudo foi registrado em www.ClinicalTrials.gov (NCT00700544).
 
A íntegra está disponível aqui.
 
Referência: Addition of Androgens Improves Survival in Elderly Patients With Acute Myeloid Leukemia: A GOELAMS Study - Arnaud Pigneux, Marie C. Béné, Philippe Guardiola, Christian Recher, Jean-Francois Hamel, Mathieu Sauvezie, Jean-Luc Harousseau, Olivier Tournilhac - DOI: 10.1200/JCO.2016.67.6213 Journal of Clinical Oncology 35, no. 4 (February 2017) 387-393.
 

 

 

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