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AtualizadoSeg, 23 Nov 2020 12pm

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Uso regular de aspirina reduz risco de câncer de pâncreas

Aspirina_NET_OK.jpgO uso regular de aspirina reduziu o risco de câncer de pâncreas em quase 50%, de acordo com os resultados de um estudo chinês publicado dia 20 de dezembro no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Dados de um novo estudo e metanálise de dados de outros 18 estudos sugerem que durante as últimas duas décadas, à medida que aumentou o uso da aspirina na população, seu efeito na diminuição do risco do câncer de pâncreas também se tornou mais pronunciado.
 
"Observamos uma relação inversa significativa entre o uso de aspirina e o risco de câncer de pâncreas em uma grande amostra representativa de indivíduos chineses", afirmou o autor do estudo, Harvey A. Risch, professor de epidemiologia na Yale School of Medicine. "O padrão de redução de risco foi muito semelhante ao observado em outros estudos recentes nos Estados Unidos e em outros lugares", acrescentou.
 
Para o estudo, os pesquisadores recrutaram pacientes com câncer de pâncreas recém-diagnosticado em 37 hospitais de Xangai, entre dezembro de 2006 a janeiro de 2011. Esses 761 participantes foram acompanhados matched com pacientes do grupo controle (n=794) do Registro de Residentes de Xangai. Os participantes foram entrevistados pessoalmente sobre o uso regular de aspirina, comprimidos por dia ou semana e idade do início ou interrupção do uso.
 
Os dados foram ajustados por idade, sexo, escolaridade, índice de massa corporal, anos de tabagismo, cigarros fumados por dia, soropositividade de Helicobacter pylori CagA, grupo sanguíneo ABO e história de diabetes mellitus.
 
Os participantes definidos como usuários regulares de aspirinas apresentaram um risco significativamente menor de câncer de pâncreas (odds ratio [OR], 0,54; 95% IC, 0,40-0,73). De acordo com a análise, o risco de câncer de pâncreas diminuiu 8% para cada ano acumulado de uso de aspirina. O uso regular de aspirina foi associado com menor risco de câncer em mulheres (OR, 0,42) em comparação com os homens (OR, 0,64). O estudo também mostrou que abandonar o uso de aspirina no período referente aos últimos 2 anos esteve associado com mais que o dobro do risco de câncer de pâncreas.
 
"Embora a escolha de usar aspirina para a profilaxia de doenças geralmente dependa de riscos avaliados de doença cardiovascular, câncer colorretal, etc, é provável que tal uso diminua consideravelmente o risco de câncer de pâncreas”, escreveram os autores.
 
Os pesquisadores alertam que apesar dos benefícios tanto para as doenças cardiovasculares como para certos tipos de câncer, o uso prolongado de aspirina acarreta alguns riscos de complicações hemorrágicas, o que exige uma análise risco-benefício para as decisões individuais sobre seu uso.
 

Referência: Aspirin Use and Reduced Risk of Pancreatic Cancer


 

 

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