13042021Ter
AtualizadoSeg, 12 Abr 2021 12am

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Daichii Sankyo

Adjuvância tardia e sobrevida no câncer de pulmão

Pulm__o_2017_NET_OK.jpgUm estudo publicado online no JAMA Oncology em 5 de janeiro sugere que pacientes com câncer de pulmão não pequenas células podem se beneficiar da quimioterapia adjuvante iniciada até quatro meses após a cirurgia. Foram avaliados retrospectivamente dados de 12473 pacientes com CPNPC em estádios I, II ou III do National Cancer Database.

Embora haja consenso quanto ao uso de quimioterapia adjuvante, o momento ideal ainda é mal definido. Muitos médicos defendem o início da quimioterapia entre seis a nove semanas após a cirurgia, mas fatores como complicações pós-operatórias podem afetar a capacidade do paciente de tolerar a quimioterapia adjuvante.
 
O estudo observacional retrospectivo examinou pacientes com câncer de pulmão não-pequenas células completamente ressecados, sem tratamento prévio, que receberam quimioterapia adjuvante multiagente entre 18 e 127 dias após a ressecção entre janeiro de 2004 e dezembro de 2012.
 
A população estudada foi limitada a pacientes com metástases linfonodais, tumores de 4 cm ou maiores, ou extensão local. Foram avaliados 12473 pacientes com CPNPC em estádios I, II ou III do National Cancer Database.
 
Foram identificados 12473 pacientes (idade mediana [intervalo interquartil] de 64 anos [57-70]): 3073 pacientes (25%) com doença em estágio I; 5981 pacientes (48%), estádio II; e 3419 pacientes (27%), estádio III. Um modelo de Cox com splines cúbicos restritos identificou o menor risco de mortalidade quando a quimioterapia foi iniciada 50 dias após a cirurgia (95% IC, 39-56 dias). O início da quimioterapia após este intervalo (57-127 dias, isto é, a coorte mais tardia) não aumentou a mortalidade (hazard ratio [HR], 1,037; 95% IC, 0,972-1,105; P = 0,27).
 
Além disso, os pacientes que receberam quimioterapia adjuvante tardia tiveram uma sobrevida significativamente melhor em comparação com aqueles tratados apenas com cirurgia (HR, 0,664; 95% IC, 0,623-0,707; P <0,001).
 
"Os médicos ainda devem considerar a quimioterapia em pacientes selecionados que são saudáveis o suficiente para tolerar o tratamento até quatro meses após a ressecção cirúrgica CPNPC. Para pacientes que precisam de mais tempo para iniciar a terapia, os resultados mostram que eles continuam a se beneficiar de quimioterapia quando oferecida fora do período tradicional do pós-operatório”, afirmou Daniel J. Boffa, professor associado de cirurgia do Yale Cancer Center e um dos autores do estudo. 
 
Referências: Association of Delayed Adjuvant Chemotherapy With Survival After Lung Cancer Surgery
 
 


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