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AtualizadoQui, 29 Jul 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Segunda opinião no câncer de próstata

ASCO_prostata_1.jpgUma análise publicada na revista Cancer, da American Cancer Society, indica que muitos homens com câncer de próstata procuram uma segunda opinião de urologistas antes de iniciar o tratamento. Apesar disso, o estudo mostrou que as segundas opiniões não estão associadas a mudanças na escolha do tratamento ou melhorias percebidas na qualidade dos cuidados do câncer de próstata.

Os resultados também exploram as motivações para buscar uma segunda opinião e sugerem que a prática pode não ter um impacto na redução do overtreatment entre os homens com doença de baixo risco, os candidatos mais prováveis à vigilância ativa.

As Sociedades de oncologia incentivam os pacientes a procurar uma segunda opinião antes de iniciar o tratamento para ajudá-los a compreender melhor sua doença e avaliar completamente os riscos e benefícios de suas opções. Em um contexto como o do câncer de próstata, onde se discute um possível overtreatment, segundas opiniões são importantes pela grande variabilidade das opções de manejo da doença, que vão desde cirurgia e radioterapia até os programas de vigilância ativa.

Métodos e resultados
 
Archana Radhakrishnan, da Universidade Johns Hopkins, e colegas avaliaram a frequência e as razões para a procura por segundas opiniões para o câncer de próstata localizado, além das características daqueles que as procuram. Os autores também analisaram se a segunda opinião está associada a certas escolhas de tratamento ou à qualidade percebida dos cuidados.
 
Foram entrevistados 2386 homens recém-diagnosticados com câncer de próstata localizado na região metropolitana da Filadélfia entre 2012 e 2014. Desse universo, 40% afirmou ter procurado uma segunda opinião: 50,8% porque queria mais informações sobre sua doença, e 46,3% buscava ser atendido pelo melhor médico. De modo geral, a obtenção de segundas opiniões não esteve relacionada com o tratamento definitivo ou com a qualidade percebida dos cuidados com o câncer.
 
O estudo também demonstrou que os homens que buscavam uma segunda opinião porque estavam insatisfeitos com seu urologista inicial eram 51% menos propensos a receber tratamento definitivo (odds ratio, 0,49, 95% CI, 0,32-0,73), e aqueles que queriam mais informações sobre o tratamento tinham 30% menos probabilidade de relatar excelente qualidade dos cuidados com câncer (Odds ratio, 0,70; 95% CI, 0,49-0,99) em comparação com os homens que não receberam uma segunda opinião.
 
Os autores observaram ainda que os pacientes que buscaram uma segunda opinião eram mais propensos a receber cirurgia, e sugerem que isso possa representar uma maneira de prosseguir o tratamento que já planejavam receber, ao invés de explorar outras opções de tratamento.
 
"Apesar de buscarem uma segunda opinião para o tratamento do câncer de próstata com frequência, seu impacto nos cuidados que recebem permanece incerto", concluiu Radhakrishnan.
 
Referência: Second opinions from urologists for prostate cancer: Who gets them, why, and their link to treatment - Archana Radhakrishnan, David Grande, Nandita Mitra, Justin Bekelman, Christian Stillson, Craig Evan Pollack - First published: 7 November 2016 - DOI: 10.1002/cncr.30412
 

 


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