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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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Gestão de risco no câncer de bexiga

BEXIGA_CAPA_NET_OK.jpgPesquisadores do Instituto Ludwig desenvolveram uma nova forma de avaliar a agressividade do câncer de bexiga e identificar tumores com maior risco de fracasso ao tratamento. Os resultados foram publicados dia 24 de outubro na Scientific Reports (Nature).

Em pacientes com tumores iniciais (T1-T2 e N0) e também em xenoenxertos derivados de pacientes com tumores localmente avançados (T3-T4 ou N +), o estudo utilizou citometria de fluxo para identificar células basais pouco diferenciadas, o que é definido pela co-expressão de CD90, CD44 e CD49f.

A análise comparativa mostrou que tanto nas células dos pacientes com câncer de bexiga quanto naquelas linhagens de xenoenxertos, a citometria indicou um padrão único de expressão genética durante a diferenciação celular do câncer de bexiga. A superexpressão de Cdc25C foi associada a tumores de alto risco.

Apesar dos avanços na estratificação de risco e na seleção de terapias mais personalizadas no câncer de bexiga, os resultados apresentados pelo Instituto Ludwig mostram padrões de marcadores com potencial para identificar a doença de alto risco.
 
"O câncer de bexiga localmente avançado apresenta alta probabilidade de recidiva. A quimioterapia preventiva neoadjuvante (antes da cirurgia) ou adjuvante (após cirurgia) diminui este risco de recidiva às custas de efeitos colaterais que muitas vezes podem ser intoleráveis para alguns pacientes. Por este motivo, qualquer estratégia com o intuito de tentar refinar esta estratificação de risco, permitindo selecionar melhor os pacientes com potencial de maior benefício da quimioterapia preventiva, é bastante bem-vinda. O estudo em questão, ainda bastante inicial, avaliou uma nova estratégia neste sentido. A estratégia apresentada neste artigo necessita de maior refinamento, validação e padronização dos procedimentos e resultados para que possa ser utilizada na prática clínica diária dos pacientes com câncer de bexiga localmente avançado", afirmou o oncologista Fabio Schutz, do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes (COAEM).

Estima-se que 77 mil pacientes serão diagnosticados com câncer de bexiga nos Estados Unidos em 2016, com mais de 16 mil mortes pela doença. No Brasil, estimativas do INCA apontam 7.200 novos casos de câncer de bexiga em homens e 2.470 em mulheres em 2016, valores que correspondem a um risco estimado de 7,26 novos casos a cada 100 mil homens e 2,39 para cada 100 mil mulheres. 

A cistectomia permanece como padrão de tratamento no câncer de bexiga invasivo e dados recentes mostram o papel da terapia sistêmica. No entanto, uma parcela substancial de pacientes falha à terapia padrão, evidenciando que apesar dos avanços, há necessidade de marcadores para identificar a doença de alto risco.
 
Referência: Basal Tumor Cell Isolation and Patient-Derived Xenograft Engraftment Identify High-Risk Clinical Bladder Cancers - Scientific Reports 6, Article number: 35854 (2016) - doi:10.1038/srep35854


 


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