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AtualizadoTer, 27 Jul 2021 2pm

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Daichii Sankyo

Talidomida: Ministério da Saúde nega desabastecimento

Funed_Divulga____o_NET_OK.jpgMédicos e pacientes já começam a mostrar preocupação com o cenário da talidomida no Brasil, mas o Ministério da Saúde nega o desabastecimento. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), responsável pela produção da Talidomida no país, informou em nota que interrompeu a produção em 2014, quando foram produzidos os últimos lotes, que vencem agora em outubro de 2016.

“A Funed solicitou à Anvisa autorização para a revalidação do prazo de validade desses lotes, como uma medida de excepcionalidade, a fim de evitar o desabastecimento do medicamento na Rede Pública de Saúde, até que a produção possa ser retomada e ocorra a distribuição dos novos lotes às Centrais de Abastecimento Farmacêutico estaduais e às unidades públicas dispensadoras”, esclarece a Funed.
 
Sobre as razões que levaram a interromper a fabricação do medicamento, a Fundação esclarece que “a área de produção foi colocada em reforma, para adequar suas instalações às condições exigidas para cumprimento às Boas Práticas de Fabricação – RDC 17/2010”. A previsão de entrega de novos lotes ao Ministério da Saúde é março de 2017.
 
Em nota oficial à imprensa, o Ministério da Saúde “informa que não há risco de desabastecimento de Talidomida. Os estados e municípios estão abastecidos até o final deste mês, sendo que nova remessa será enviada até final deste mês para o abastecimento de novembro. O ministério possui em estoque no almoxarifado central 2 milhões de comprimidos do medicamento”.

Em falta

Maria Rodrigues*, cuidadora de um paciente de mieloma múltiplo no Rio de Janeiro, conta que está em contato com a Farmácia Estadual de Medicamentos Especiais (RIOFARMES) desde o início do mês. "Hoje liguei de novo, falei com a Superintendência e fui informada apenas que o medicamento está em falta e o abastecimento só vai ser restabelecido em janeiro de 2017. Estou em contato com diversos grupos de pacientes e eles dizem que falta talidomida em Poços de Caldas, Teresina e Brasília, não só aqui no Rio", diz.
 
A oncohematologista Vânia Hungria, nome de referência na comunidade de mielomo múltiplo, partilha do sentimento geral. "Toda a classe médica está indignada. Muitos médicos estão me escrevendo para perguntar o que está ocorrendo", diz.

Em contato com a Riofarmes, a reportagem do Onconews confirmou que a talidomida está em falta. A Superintendência de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro esclareceu que a Talidomida é um medicamento fornecido pelo Ministério da Saúde,  acrescentando "que houve atraso na produção do medicamento, o que gerou desabastecimento em todo o país.

Resposta Oficial

A nota com a resposta oficial do MS esclarece que “devido à dificuldade de produção da Talidomida por parte do laboratório produtor, o Ministério da Saúde solicitou à Anvisa a extensão do prazo de validade dos seis lotes disponíveis. Para isso, já foram realizados testes de controle de qualidade dos medicamentos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e Anvisa. Os resultados dos testes foram satisfatórios. Dessa forma, haverá um processo de reetiquetagem da caixa do produto bem como esclarecimento desta situação à comunidade”.

O comunicado acrescenta que "a talidomida é utilizada para tratamento de hanseníase, lúpus, mieloma múltiplo, doença do enxerto contra hospedeiro, síndrome mielodisplásica e úlceras aftoides em portadores de HIV/AIDS. Salienta-se que, em todos os casos, há alternativas terapêuticas disponíveis no SUS não ficando o paciente sem tratamento farmacológico".

*A reportagem traz um nome fictítio, a pedido da fonte  

 


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