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AtualizadoQui, 15 Abr 2021 7pm

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Daichii Sankyo

Vacinação contra HPV em meninos

Vacina_HPV_Meninos_NET_OK.jpgA partir de 2017, o Ministério da Saúde passa a incluir a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) para meninos entre 12 e 13 anos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A faixa-etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos os meninos de 9 a 13 anos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde dia 11 de outubro. A estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A bióloga Luisa Lina Villa comentou para o Onconews.

A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices).
 
“A melhor estratégia de saúde pública é vacinar ambos os sexos. Pensava-se que vacinando muito bem as meninas os homens se beneficiariam por imunidade de grupo ou de rebanho. No entanto, isto só se alcança com uma cobertura vacinal acima de 75%, o que não temos alcançado no Brasil e em diversos outros países”, afirma Luisa, chefe do laboratório de Biologia Molecular do Centro de Investigação Translacional em Oncologia do ICESP. 

A especialista explica que quando se faz uma vacinação envolvendo ambos os sexos, observa-se um decréscimo mais intenso e em menor espaço de tempo na redução das taxas de infecção e doença na mulher, o gênero mais afetado. “Considero a medida muito positiva não apenas pela possibilidade de ver reduzir as infecções nas mulheres, mas também para beneficiar os homens ” acrescenta.
 
A vacina disponibilizada para os meninos será a quadrivalente, a mesma oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids que também receberão as doses. O Ministério da Saúde está adquirindo seis milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta uma vez que com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos. “A decisão pode ter sido estimulada pela aprovação de apenas duas doses para meninas, portanto o Brasil teria doses excedentes. Mas a razão principal deve ser o reconhecimento de que os homens também têm infecções e doenças causadas pelo HPV. Eu espero, e acredito, que isso sirva de base para um programa de imunização sustentado ao longo do tempo”, diz a especialista.
 
Atualmente, a vacina  contra HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). A vacina é totalmente segura e aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). 
 
O esquema vacinal para os meninos será de duas doses, com seis meses de intervalo. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é entre 9 e 26 anos em esquema de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.
 
Ampliação 
 
A partir de 2017, também serão incluídas na vacinação do HPV as meninas de 14 anos que não tomaram a vacina ou não completaram as duas doses. A estimativa é que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Atualmente, a faixa etária para o público feminino é de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina no Calendário Nacional de Vacinação, em 2014, já foram imunizadas 5,7 milhões de meninas completaram o esquema vacinal com a segunda dose, o que corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.
 
Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. 
 
Para a produção da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde promoveu Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Instituto Butantan. A transferência está sendo feita de forma gradual e tem reduzido o preço ano a ano. Até 2018, a produção da vacina HPV deverá ser 100% nacional.
 


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