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AtualizadoQui, 17 Jun 2021 6pm

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Daichii Sankyo

Guideline em carcinoma ductal in situ

Mama_News_1_NET_OK.jpgA Sociedade de Cirurgia Oncológica (SSO), em conjunto com a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e a Sociedade Americana para Radiação Oncológica (ASTRO), publicou dia 15 de agosto um guideline para o tratamento do câncer de mama ductal in situ (CDIS) com cirurgia conservadora da mama e irradiação da mama inteira. A diretriz estabelece a margem de 2 mm como o padrão adequado para evitar a recorrência do tumor ipsilateral e diminuir as taxas de re-excisão. Segundo os autores, a nova orientação tem o potencial de evitar cirurgias desnecessárias, além de reduzir os custos para o sistema de saúde.

Atualmente, cerca de uma em cada três mulheres tratadas cirurgicamente para CDIS passam por uma re-excisão, em parte devido à falta de consenso sobre o que constitui uma margem negativa adequada. Uma pesquisa de 2010 demonstrou que 42% dos cirurgiões recomendam a margem de dois milímetros, enquanto 48% favorecem margens maiores. Além de aumentar a possibilidade de complicações cirúrgicas, as re-excisões causam desconforto e estresse adicional para as pacientes e suas famílias, comprometem o resultado cosmético e aumentam os custos de cuidados de saúde. O procedimento também tem sido associado com a opção pela dupla mastectomia.

O painel de especialistas se baseou em uma revisão da literatura que incluiu 20 estudos envolvendo 7.883 pacientes. "Uma importante descoberta foi que margens superiores a dois milímetros não reduzem o risco de recorrência do câncer na mama em mulheres com CDIS que são tratadas com lumpectomia e radioterapia de toda mama", disse Monica Morrow, chefe do Departamento de Cirurgia em Mama do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e co-presidente do painel.
 
Os especialistas afirmam ainda que a avaliação clínica deve ser utilizada para determinar a necessidade de nova cirurgia em pacientes com margens negativas com menos de dois milímetros.

Segundo Alfredo Barros, mastologista do Hospital Sírio Libanês, a publicação do consenso é muito bem-vinda, pois pontuou que carcinoma ductal in situ é um critério, e infiltrativo é outro. “Estava se confundindo o consenso de carcinoma invasor com o in situ. No invasor, margem comprometida é margem na tinta. No carcinoma in situ não, é acima de dois milímetros, pelas peculiaridades da doença de se disseminar mais pela árvore ductal”, diz.
 
Outro aspecto importante observado por Barros é a diretriz de só reintervir para ampliar a margem se for tumor na tinta. “Quando se está operando carcinoma in situ é preciso procurar ter margens maiores. Caso não se consiga os 2 milímetros, acho que foi colocada muito bem a ideia da individualização, levando em consideração fatores clínicos, morfológicos e o acesso à radioterapia”, conclui. 

O trabalho foi publicado simultaneamente nos periódicos Annals of Surgical Oncology, Practical Radiation Oncology e no Journal of Clinical Oncology. A orientação também foi endossada pela American Society of Breast Surgeons.
 
Referência: Society of Surgical Oncology – American Society for Radiation Oncology –American Society of Clinical Oncology Consensus Guideline on Margins for Breast-Conserving Surgery With Whole-Breast Irradiation in Ductal Carcinoma In Situ - Monica Morrow, Kimberly J. Van Zee, Lawrence J. Solin, Nehmat Houssami, Mariana Chavez-MacGregor, Jay R. Harris, Janet Horton, Shelley Hwang, Peggy L. Johnson, M. Luke Marinovich, Stuart J. Schnitt, Irene Wapnir and Meena S. Moran- Published online August 15, 2016- Ann Surg Oncol DOI 10.1245/s10434-016-5449-z
 

 


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