01122020Ter
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

CheckMate-026: nivolumabe falha em monoterapia no câncer de pulmão

CancroPulmao.jpgO inibidor de PD-1 nivolumabe (Opdivo), da Bristol-Myers Squibb, não conseguiu melhorar a sobrevida livre de progressão (SLP) quando administrado isoladamente em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) sem tratamento prévio cujos tumores expressam, pelo menos, 5% do biomarcador PD-L1. Os resultados negativos do estudo Checkmate-026 foram anunciados pela empresa dia 5 de agosto.

CheckMate-026 é um estudo de fase III, aberto, randomizado, que avaliou nivolumabe como monoterapia em comparação com a quimioterapia de escolha do investigador em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células avançado (CPNPC). Os pacientes incluídos no estudo não tinham recebido tratamento sistêmico prévio para doença avançada e apresentaram teste positivo para a expressão de PD-L1.
 
O estudo randomizou 541 pacientes para receber nivolumabe 3 mg/kg por via intravenosa a cada duas semanas ou quimioterapia de escolha do investigador em pacientes de células escamosas (gencitabina com cisplatina/gencitabina com carboplatina/paclitaxel com carboplatina) e pacientes de células não-escamosas (pemetrexede com cisplatina/pemetrexede com carboplatina) até a progressão da doença, toxicidade inaceitável, ou a conclusão de seis ciclos.
 
O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão, avaliada pelo Independent Radiology Review Committee em pacientes com tumores com expressão de PD-L1=5%, não foi alcançado.

"Precisamos esperar os resultados de outros estudos de primeira linha, além de estabelecer melhor o papel para a seleção de grupos candidatos para utilização da imunoterapia”, afirma Clarissa Mathias, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB) e presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT).

Entre os estudos em andamento com a imunoterapia estão o fase III CheckMate-227, que explora o potencial da combinação de nivolumabe mais ipilimumabe (Yervoy) para pacientes PD-L1 positivos, além de nivolumabe mais ipilimumabe ou nivolumabe mais quimioterapia em pacientes PD-L1 negativos. A publicação dos dados está prevista para o início de 2018."Esse estudo irá fornecer a resposta definitiva sobre o papel da combinação de imunoterapia no cenário de primeira linha de tratamento no câncer de pulmão", disse Giovanni Caforio, CEO da Bristol-Myers Squibb.

O nivolumabe já está aprovado para uso aqui no Brasil em segunda e demais linhas de tratamento. 



 


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