30112020Seg
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Regorafenibe mostra ganho de sobrevida no câncer de fígado refratário

cancerfigado_NET_OK.jpgOs resultados do estudo de fase III RESORCE1, internacional, multicêntrico, demonstraram que o inibidor multiquinase oral regorafenibe (Stivarga®) alcançou taxas de sobrevida significativamente melhores em comparação com placebo no tratamento de segunda linha em pacientes com carcinoma hepatocelular. Os dados foram apresentados no 18º Congresso Mundial de Câncer Gastrointestinal, realizado pela ESMO em Barcelona, Espanha.

"O tratamento sistêmico para o carcinoma hepatocelular há muito tempo consistia em apenas um agente, sorafenibe, que havia demonstrado oferecer uma melhoria significativa na expectativa há aproximadamente 10 anos atrás, mas nenhum outro agente até então ultrapassou os seus benefícios", afirmou o investigador principal do estudo, Jordi Bruix, Diretor Científico da Rede de Pesquisa Biomédica de Doenças Hepáticas e Digestivas (CIBEREHD).
 
Os pesquisadores inscreveram 573 pacientes com carcinoma hepatocelular em estadios intermediário ou avançado (regorafenib = 379; placebo = 194), que tinham sido previamente tratados com sorafenibe (≥20 dias na dose ≥400 mg/dia, ECOG 0-1 e progressão radiológica documentada), e randomizaram 2:1 para receberem 160 mg de regorafenibe via oral ou placebo uma vez ao dia durante 1-3 de cada ciclo de quatro semanas, além dos melhores cuidados de suporte.
 
O tratamento continuou até progressão da doença, morte ou toxicidade inaceitável. O endpoint primário de sobrevida global (SG) foi analisado por intenção de tratar. Osendpoints secundários incluíram sobrevida livre de progressão (SLP), tempo até a progressão (TTP), taxa de resposta (TR), e taxa de controle da doença (TCD).
 
Resultados
 
Após uma média de 3,6 meses de tratamento, os pacientes tratados com regorafenibe mostraram uma redução de 38% no risco de morte (HR 0,62; 95% CI 0,50-0,78, p <0,001) e uma redução de 54% no risco de progressão ou morte em comparação com placebo (HR 0,46; 95% CI 0,37-0,56, p <0,001).
 
A mediana de sobrevida livre de progressão foi de 3,1 meses com regorafenibe e 1,5 meses com placebo, enquanto a sobrevida global mediana foi de 10,6 meses para regorafenibe e 7,8 meses com placebo.
 
No geral, 65,2% dos pacientes de regorafenibe mostraram uma resposta completa ou parcial ou doença estável, em comparação com 36,1% do grupo placebo.
 
Regorafenib apresentou um perfil de segurança e efeitos adversos semelhante ao sorafenibe, com hipertensão, síndrome mão-pé, fadiga e diarreia sendo significativamente mais comuns em pacientes que tomam a droga.
 
Segundo Bruix, os benefícios da droga foram evidentes, independentemente da causa ou estágio do tumor, mas a análise de biomarcadores poderia revelar se determinados subgrupos de pacientes podem se beneficiar mais deste tratamento. "Este é um câncer muito difícil de tratar, mas agora temos um agente de segunda linha eficaz”, disse Bruix.

ANVISA aprovou medicamento para GIST 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou em dezembro de 2015 o uso do regorafenibe para pacientes adultos com tumor estromal gastrointestinal (GIST) ou câncer gastrointestinal inoperável ou metastático que evoluiu ou é intolerante a outros tratamentos. A aprovação foi baseada nos dados do estudo GRID2, que demonstrou uma taxa significativa de controle da doença e redução de 73% do risco de progressão ou morte em comparação ao grupo placebo.
 
O GIST é considerado uma neoplasia rara, ligada a alterações genéticas, que pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade, com maior incidência entre 50 e 80 anos de idade. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, esses tumores correspondem a aproximadamente 1% das neoplasias primárias do trato digestivo, e a estimativa é de que a incidência seja de 7 a 20 casos por milhão de habitantes. O GIST metastático representa de 15% a 47% dos casos diagnosticadas.
 
"O tratamento para o GIST depende da fase da doença em que se realiza o diagnóstico. Em fases iniciais o tratamento ideal é ressecção cirúrgica com intuito curativo. Porém em fases tardias, ou quando a doença recorre, geralmente estamos diante de uma doença crônica. Nessa fase existem poucas opções de tratamento sistêmico para combater a doença. A aprovação do regorafenibe é um avanço importante no controle desse tipo de câncer para pacientes previamente tratados, no momento sem opção de tratamento sistêmico", afirma o oncologista Tulio Pfiffer, do Hospital Sírio Libanês.
 
Sobre o Estudo GRID
 
O estudo de fase III GRID, multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, inscreveu 199 pacientes, cuja doença teve progressão apesar dos tratamentos anteriores (imatinibe e sunitinibe).
 
Os pacientes foram randomizados 2:1 para regorafenibe (160 mg uma vez ao dia, 3 semanas on/1 semana off) mais melhores cuidados de suporte (MCS) ou placebo mais MCS. O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP), e os endpoints secundários incluíram sobrevida global (SG), tempo de progressão, controle das taxas da doença, taxa de resposta tumoral e duração da resposta.
 
Os pacientes inicialmente randomizados para placebo foram autorizados a receber regorafenibe na progressão da doença, o que aconteceu com 85% dos pacientes desse grupo. O perfil global de segurança e tolerabilidade para o regorafnibe foi consistente com resultados de estudos anteriores.
 
Referências:

1 -
Efficacy and safety of regorafenib versus placebo in patients with hepatocellular carcinoma (HCC) progressing on sorafenib: Results of the international, randomized phase 3 RESORCE trial.
 
2 - Efficacy and safety of regorafenib for advanced gastrointestinal stromal tumours after failure of imatinib and sunitinib (GRID): an international, multicentre, randomised, placebo-controlled, phase 3 trial.


 
 
 
 
 


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