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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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ESMO: imunoterapia no câncer colorretal

ESMO_GI_2016_NET_OK.jpgA imunoterapia com o anti PD-L1 atezolizumab associada a um inibidor de MEK pode gerar respostas robustas em pacientes com câncer colorretal metastático sem instabilidade de microssatélites.  É o que mostram os dados de estudo de fase I apresentados no 18º Congresso Mundial de Câncer Gastrointestinal da ESMO, realizado em Barcelona de 29 de junho a 2 de julho. O estudo é apontado entre os destaques da conferência por demonstrar pela primeira vez que o câncer colorretal metastático pode ser sensibilizado para a terapia imune pela inibição da sinalização MEK. 

"Até agora, a imunoterapia tem mostrado atividade em pacientes com grande instabilidade de microssatélites, grupo que representa cerca de 5% da população", diz a líder do estudo, Johanna Bendell, do Sarah Cannon Research Institute and Tennessee Oncology.Tumores colorretais apresentam alta instabilidade de microssatélites porque estão associados a um maior número de mutações e, portanto, são mais sensíveis à imunoterapia com o bloqueio PD-1/PD-L1. No entanto, a maioria dos pacientes com câncer colorretal metastático - cerca de 95% - tem doença sem instabilidade de microssatélites, população com pouco ou nenhum benefício demonstrado até agora em resposta à imunoterapia.

O estudo apresentado em Barcelona mostra que adicionar um inibidor de MEK ao tratamento torna o paciente mais sensível à imunoterapia, ativando células do sistema imune, como as células CD8+ presentes no tumor, além de aumentar a expressão de fatores associados à atividade imunológica.

Neste estudo Fase 1b, 23 pacientes com câncer colorretal metastático foram tratados com doses crescentes do inibidor de MEK cobimetinib (20 mg, 40 mg e 60 mg por dia, 21 dias em, 7 dias de pausa), e uma dose intravenosa de 800 mg do inibidor de PD-L1 atezolizumab a cada duas semanas.

Após o tratamento, foi observada redução de pelo menos 30% no tamanho do tumor em quatro pacientes (17%) e doença estável em cinco pacientes (22%). A duração das respostas variou de 4 meses a mais de 15 meses e ainda estava em curso em duas das quatro pacientes que eram respondedores parciais no momento da análise.
 
Três dos respondedores parciais tinham doença com baixa ou nenhuma instabilidade de microssatélites e um tinha o status de microssatélites desconhecido.
 
A combinação foi bem tolerada, sem eventos adversos graves relacionados com o tratamento.
 
"Os resultados são consistentes com a hipótese do estudo, o que mostra a promessa de dar aos outros 95% dos pacientes com câncer colorretal a chance de responder à imunoterapia", diz Johanna.
 
O estudo é apontado entre os destaques da conferência da ESMO no panorama gastrointestinal por demonstrar pela primeira vez que o câncer colorretal metastático pode ser sensibilizado para a terapia imune pela inibição da sinalização MEK (NCT01988896).
 
Referência: LBA-01 - Safety and efficacy of cobimetinib (cobi) and atezolizumab (atezo) in a Phase 1b study of metastatic colorectal cancer (mCRC)- Johanna Bendell et al
 


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