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AtualizadoSeg, 23 Nov 2020 9pm

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FDA aprova regime combinado de lenvatinib e everolimus para o tratamento de CCR avançado

rim_NET_OK.jpgO FDA aprovou o Lenvima® (lenvatinib), um inibidor de múltiplos receptores tirosina-quinase, em combinação com everolimus para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais (CCR) avançado que foram previamente tratados com uma terapia anti-angiogênica. A aprovação foi baseada nos resultados do estudo de Motzer et al1 que avaliou o uso de lenvatinib, everolimus, ou a sua combinação como tratamento de segunda linha em pacientes com carcinoma de células renais metastático.

"Lenvatinib mais everolimus é o primeiro regime aprovado pelo FDA que combina tratamentos que empregam a inibição de tirosina quinase e do mTOR, os principais alvos de tratamento do CCR avançado durante a última década", afirmou Robert Motzer, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, e principal autor do estudo. O medicamento já havia sido aprovado pelo FDA em fevereiro de 2015 para o tratamento de pacientes com câncer diferenciado de tireoide localmente avançado, recorrente ou metastático, iodo-refratário.
 
O estudo de fase 2, multicêntrico, randomizado, recrutou 153 pacientes com CCR avançado irressecável ou metastático que foram previamente tratados com uma terapia anti-angiogênica. Os participantes foram randomizados 1:1:1 para receber a combinação de lenvima 18mg + everolimus 5 mg uma vez ao dia, lenvima isolado (24mg uma vez ao dia) ou everolimus isolado (10mg uma vez ao dia), administrados via oral em ciclos contínuos de 28 dias até à progressão da doença ou toxicidade inaceitável. O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão avaliada pelo investigador. Outros endpoints incuíram taxa de resposta global, sobrevida global e segurança. Os resultados do estudo foram apresentados na ASCO 2015 e publicados online no Lancet Oncology, em outubro de 2015. 

Resultados 

No estudo, a mediana de sobrevida livre de progressão dos pacientes tratados com a combinação de lenvima e everolimus (n = 51) foi de 14,6 meses (95% CI: 5.9-20.1) em comparação com 5,5 meses (95% CI: 3,5 -7,1) para os doentes tratados com everolimus isolado (n = 50) (HR 0,37; 95% CI: 0,22-0,62). O regime de combinação resultou numa redução de 63% no risco de progressão da doença ou morte em comparação com everolimus isolado.
 
A taxa de resposta objetiva foi de 37% (95% CI: 24-52) nos doentes tratados com o regime de combinação (35% resposta parcial + 2% resposta completa) em comparação com 6% (todos resposta parcial, 95% CI: 1-17) em doentes tratados com everolimus isolado.
 
Em relação à sobrevida global, os pacientes que receberam LEN + EVE experimentaram um aumento de 10,1 meses na mediana comparado com aqueles que receberam everolimus como monoterapia (25,5 meses [95% CI: 16,4-32,1] versus 15,4 meses [95% CI: 11.8-20.6]; HR 0,67; 95% CI: 0,42-1,08). 

Segurança

A segurança do regime de combinação também foi examinada. Apesar de manejáveis com medicações concomitantes, reduções de dose, interrupções e/ou descontinuações, os eventos adversos levaram a redução da dose ou interrupção em 54% dos pacientes que receberam everolimus isolado e em 89% dos pacientes que receberam a combinação, índice que aponta a necessidade de um acompanhamento próximo dos prescritores.

No braço da combinação, os eventos mais comuns (maior do que ou igual a 5%) que resultaram em reduções da dose em pacientes tratados coma combinação foram diarreia (21%), fadiga (8%), trombocitopenia (6%), vômitos (6%), náuseas (5%) e proteinúria (5%).

Referência: 1 - Lenvatinib, everolimus, and the combination in patients with metastatic renal cell carcinoma: a randomised, phase 2, open-label, multicentre trialLancet Oncol. 2015 Nov;16(15):1473-82. doi: 10.1016/S1470-2045(15)00290-9. Epub 2015 Oct 22

 

 


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