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AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

GAP 2016: esforço global para enfrentar o câncer

GAP_1_NET_OK.jpgO Global Academic Programs 2016 (GAP), programa criado pelo MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, é a maior rede global de centros de câncer com o objetivo de reduzir o impacto do câncer através da pesquisa e educação. O Congresso acontece pela primeira vez no Brasil e reúne em Barretos e São Paulo cerca de 150 palestrantes internacionais, representando 32 instituições, de 24 países.

“Não existe nenhum grupo cooperativo que reúna um número tão grande de instituições que possam cooperar em trabalhos científicos e trocar experiências. Dificilmente vamos conseguir trazer novamente um evento desse porte para o Brasil. É uma grande oportunidade”, afirma Nelson Hamerschlak, coordenador do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, que divide a coordenação científica da edição brasileira com outros dois centros brasileiros denominados “Instituições Irmãs” do MD Anderson: o Hospital de Câncer de Barretos e o A.C.Camargo Cancer Center. 
 
Segundo Hamerschlak, a proposta do evento é não apenas trazer o estado da arte no tratamento do câncer, mas promover a discussão da doença em seus múltiplos aspectos. Por isso, a programação científica foi dividida em quatro pilares: Inovação, com os principais avanços no tratamento; Diversidade, trazendo as diferentes perspectivas dos centros participantes; Integração, que busca a convergência de experiências; e Humanização. “Esse panorama amplo é importante. As discussões vão desde as últimas novidades em biologia molecular, imunologia, tecnologia de células T, até coisas muito simples, por exemplo, como um procedimento de yoga ou meditação pode ajudar um paciente com câncer”, diz. Para o especialista, o estado da arte sem dúvida é importante, mas é preciso também aproximar os profissionais da nossa realidade. “O Brasil tem grandes centros de atendimento ao câncer. O grande desafio é disseminar a prevenção e o diagnóstico precoce em um país com distâncias tão grandes, tanto no atendimento, quanto no nível de conhecimento”, avalia. 

Moon Shots 

O diretor executivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos, José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani, um dos coordenadores da programação científica da edição, considera que as chamadas sessões Moon Shots são um importante destaque do evento. “O Moon Shots é um programa ambicioso do MD Anderson para acelerar a pesquisa em câncer, com um investimento muito alto tanto em recursos humanos, como financeiros. Nessas sessões, realizadas apenas para convidados, foram compartilhados com as  instituições parceiras alguns dos resultados mais inovadores do programa”, diz. 
 
Lançado em 2012, o Programa propõe um esforço sem precedentes para erradicar o câncer e/ou aumentar significativamente a sobrevida do paciente na próxima década. Inicialmente, o Moon Shots é endereçado a acelerar dramaticamente o progresso em 12 áreas específicas da oncologia: linfoma de células B, câncer de mama, câncer de ovário, leucemia linfocítica crônica, câncer colorretal, glioblastoma, Tumores relacionados ao HPV, câncer de pulmão, melanoma, mieloma múltiplo, síndrome mielodisplásica, leucemia mieloide aguda, câncer de pâncreas e câncer de próstata. A ideia, no entanto, é que as descobertas tenham aplicações para todos os tipos de câncer.
 
Saiba mais sobre o programa aqui.
 
Assistência multidisciplinar
 
Fregnani destaca ainda as sessões com foco na assistência multidisciplinar ao paciente com câncer, que acontecem paralelamente à programação médico-científica. “Existe um congresso paralelo, uma programação especial voltada a outras especialidades da saúde – enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia, farmácia – que atuam diretamente com o paciente e são essenciais para o sucesso dos tratamentos. Esse compartilhamento de experiências e protocolos de assistência entre profissionais de diferentes instituições é muito importante e contribui para melhorar a qualidade dos nossos serviços”, diz. 

Updates em câncer de mama 

O câncer de mama foi tema de uma das sessões plenárias do primeiro dia, que discutiu como a biologia molecular, através não apenas do genoma, mas também do fenótipo da célula, consegue proporcionar tratamentos artesanais para tumores supostamente parecidos, porém distintos. “Esse bloco foi muito interessante porque mostrou que mesmo entre o triplo-negativo, que são tumores de potencial muito agressivo, você tem tipos como basal e não-basal, que têm um perfil fenotípico totalmente distinto. Ou seja, começamos a compreender, baseado nos fenótipos, no perfil molecular, que existem subgrupos de pacientes que podem ter prognósticos distintos, e por consequência, tratamentos também diferentes. Do mesmo modo, isso também é observado para o luminal A e luminal B, e para os tumores HER2 positivo”, explica Fernando Maluf, diretor do Serviço de Oncologia Clínica do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes e oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, que participou da sessão.   
 
O especialista destaca ainda o papel do linfonodo sentinela em pacientes que fazem quimioterapia neoadjuvante, que têm mostrado alto grau de especificidade e sensibilidade não só para pacientes que são linfonodo clinicamente negativos, mas também resultados muito interessantes para os tumores que são linfonodo clinicamente positivo pré-tratamento neoadjuvante. “Vários ensaios clínicos já foram feitos e existem estudos randomizados avaliando sensibilidade e necessidade nesse tipo de situação, bem como o controle da axila, não mais com dissecção axilar, mas com a radioterapia. Acho que esses foram os dois tópicos mais importantes desse bloco”, conclui.
 
Mais informações: http://gapbrazil2016.org
 
 


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