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AtualizadoQua, 02 Dez 2020 8pm

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Assinatura genética e seleção de risco no câncer de próstata

Dra_Mar__lia_NET_OK.jpgMarilia Germanos de Castro (foto), patologista e membro do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio Libânes, comenta os resultados de estudo recém-publicado no Jama Oncology, sobre o valor preditivo da pesquisa de exomas no câncer de próstata. O teste de assinatura genética foi validado e permitiu discriminar mais claramente a doença de alto risco.

Exomas urinários e risco de câncer de próstata

Estudo recente publicado na JAMA ONCOL testa a assinatura genética através da pesquisa de exomas de três genes (ERG, PCA3 e SPDEF) envolvidos nas fases de iniciação e de progressão do adenocarcinoma da próstata. Esta pesquisa foi feita em urina de pacientes antes de serem submetidos à biópsia prostática guiada por ultrassom. O objetivo do estudo é observar a performance do teste para selecionar pacientes com adenocarcinoma de alto risco. Neste estudo os autores validaram a técnica e demonstraram que tem um valor preditivo para a detecção de adenocarcinomas de alto risco com valor preditivo negativo de 91% e sensibilidade de 92%.
 
Alguns métodos de detecção de adenocarcinoma de alto grau já estão no mercado, como por exemplo o Oncotype DX, que em material parafinado de biópsias separam os pacientes de baixo risco dos de risco intermediário para orientar o tratamento. Outro método que dosa os valores do PCA3 na urina e que foi inicialmente desenvolvido para auxiliar no diagnóstico de pacientes com subsequentes biópsias negativas parece também prever carcinomas de alto risco. 

O estudo 

Valéria Hartt

Os pesquisadores compararam a expressão de exomas urinários com os resultados de 499 pacientes. O índice prognóstico obtido foi validado em 1064 pacientes de 22 serviços de urologia dos Estados Unidos. Como pacientes elegíveis foram considerados homens de 50 anos ou mais, com biópsia sugerida após toque retal suspeito ou variação nos limites de PSA (PSA de 2 a 20 ng/mL).
 
Em 255 homens do braço de investigação, o teste do exoma urinário ajudou na seleção, com 0,77(95% CI, 0.71-0.83) versus conduta padrão, com 0,66 (95% CI, 0.58-0.72) (P < .001). Em 519 pacientes do braço de validação, a avaliação genética também permitiu discriminar melhor os pacientes de risco, com 0,73 versus 0,63 (P <0,001). Em 138 pacientes dessa amostra (27%) a biópsia teria sido evitada.
 
A preocupação com o overdiagnosis é ainda bastante presente no contexto do câncer de próstata, com o objetivo de poupar de tratamento indivíduos com doença indolente. O exame permitiu discriminar melhor os pacientes com gleason 7 ou superior (≥ GS7) e segundo os autores pode ser considerado como estratégia de avaliação de risco.

Referências: A Novel Urine Exosome Gene Expression Assay to Predict High-grade Prostate Cancer at Initial Biopsy - James McKiernan, MD; Michael J. Donovan, PhD, MD; Vince O’Neill, MD; Stefan Bentink, PhD; Mikkel Noerholm, MS; Susan Belzer; Johan Skog, PhD; Michael W. Kattan, PhD; Alan Partin, MD; Gerald Andriole, MD, PhD; Gordon Brown, MD; John T. Wei, MD; Ian M. Thompson Jr, MD; Peter Carroll, MD
 

 


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