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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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CHORUS: neoadjuvância no câncer de ovário avançado

Pilar_NET_OK.jpgA oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz (foto), do ICESP/FMUSP e do Hospital Sírio Libanês, comenta a análise do braço neoadjuvante do estudo CHORUS. Os resultados mostram que no câncer de ovário avançado o tratamento pré-operatório com três ciclos de quimioterapia à base de platina atingiu resposta completa em 4% dos pacientes, em imagens/achados cirúrgicos, e em 10% baseado nos níveis séricos de CA-125.

Os dados foram apresentados no 47° Congresso da Sociedade de Oncologia Ginecológica, em San Diego, Estados Unidos.

Neste estudo randomizado de fase III foram incluídas 550 mulheres portadoras de câncer de ovário avançado e comparadas duas estratégias de tratamento para o câncer de ovário: o tratamento padrão, cirurgia primária seguida de quimioterapia adjuvante VS quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia e quimioterapia adjuvante. Foram randomizadas 274 pacientes para o braço de quimioterapia neoadjuvante, e os resultados foram apresentados neste abstract.

Neste grupo, a maioria das pacientes foi submetida à cirurgia de intervalo. Importante ressaltar que o número de pacientes que apresentou resposta completa nos exames de imagem (10 pacientes, 4%) é maior que o número de pacientes que de fato não tinham doença residual na laparotomia (7 pacientes), reforçando a necessidade de cirurgia mesmo em pacientes que tenham apresentado resposta com normalização do CA125 e sem doença nos exames de imagem.
 
O tratamento neoadjuvante não foi inferior ao braço controle, o que está em linha com o estudo publicado por Vergote e colaboradores em 2010.1 Neste estudo foi comparada a cirurgia primária seguida de quimioterapia neoadjuvante VS quimioterapia neoadjuvante por 3 ciclos seguida de cirurgia e a seguir quimioterapia adjuvante por 3 ciclos. O trabalho mostrou resultados semelhantes do ponto de vista de sobrevida global (29 vs 30 meses), HR para morte de 0,98 no grupo da cirurgia primária com redução importante da morbidade perioperatória. O fator prognóstico citorredução ótima é relevante em ambos estudos.
 
A quimioterapia neoadjuvante tem se demonstrado uma estratégia de tratamento para o câncer de ovário avançado, com redução da morbidade perioperatória e redução de custos, sem prejuízo da sobrevida global e da sobrevida livre de progressão nestes dois estudos randomizados. Importante ressaltar que o tratamento padrão para pacientes com doença de pequeno volume ainda é a cirurgia primária, seguida de quimioterapia adjuvante.
 
1.      Vergote I, Tropé CG, Amant F, et al.: Neoadjuvant chemotherapy or primary surgery in stage IIIC or IV ovarian cancer. N Engl J Med 363 (10): 943-53, 2010.
 
 
 


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