19062021Sáb
AtualizadoQui, 17 Jun 2021 6pm

PUBLICIDADE
Daichii Sankyo

ASCO aponta os destaques do ano na pesquisa em câncer

ASCO_Clinical_Cancer_Advances_2016_NET_OK.jpgA Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) publicou o Clinical Cancer Advances 2016, um relatório que analisa conquistas e tendências da pesquisa clínica em câncer. Entre os destaques aparecem a imunoterapia, apontada como o avanço do ano, ao lado de vacinas anti-câncer, como o rindopepimut em glioblastoma, e de outras abordagens que se dispõem a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como a radioterapia de cérebro inteiro na gestão de metástases cerebrais e até o dispositivo TTField (Optune) no tratamento do glioblastoma.

Cinco anos atrás, o anti CTLA-4 ipilimumab foi saudado como o primeiro inibidor de checkpoint imunológico com resultados importantes de sobrevida no melanoma avançado. Hoje, drogas que inibem as proteínas de morte programada (PD-1) e seus ligantes (PD-L1) parecem ser tão ou mais eficazes e ainda proporcionam menos efeitos adversos.
 
Estudos recentes mostraram resultados significativos da imunoterapia também em outros tipos de câncer de difícil tratamento, assim como sugerem que a combinação de agentes anti PD-1/PD-L1 pode proporcionar ainda mais benefícios. Sem dúvida, a imunoterapia concentra as atenções e se mantém como forte tendência na pesquisa clínica em câncer.  O êxito não é apenas em melanoma e tumores sólidos de difícil tratamento, mas também na oncohematologia, onde a terapia com receptores de antígenos quiméricos de célulasT  (CAR-T) apresentou resultados surpreendentes em linfoma difuso de grandes células B e em leucemia linfocítica aguda.
 
Vacinas anti-câncer continuam a concentrar investimentos em pesquisa clínica. O destaque da ASCO este ano foi para as pesquisas com rindopepimut, terapia para glioblastoma EGFR vIII (NCT 01480479). No início de 2015, o FDA concedeu designação prioritária para rindopepimut em glioblastoma EGFRvIII-positivo. Um ensaio de fase III em pacientes recém diagnosticados está em andamento (NCT01480479) e vacinas contra o câncer estão sendo investigadas em uma variedade de outros tumores, incluindo mama, pulmão, bexiga, colo do útero, rim, pâncreas e próstata, além de pesquisas dirigidas a doenças oncohematológicas.
 
Mas os highlights da pesquisa clínica em 2016 estão também em terapias tradicionais, como a quimioterapia e a radioterapia, que acumulam novas evidências e mostram a importância da seleção de pacientes. Estudo recente mostrou que a irradiação do cérebro inteiro para alguns pacientes com metástases cerebrais agrava o declínio cognitivo sem estender a sobrevida (dar a referência do estudo). Enquanto isso, outro estudo identificou um grupo de pacientes que ainda assim pode se beneficiar desta terapia (idem, incluir referência).
 
O relatório da ASCO  apontou, ainda, os resultados do TTFiels, um dispositivo portátil, não invasivo, que fornece campos elétricos de frequências alternadas e se revelou eficaz no tratamento de  glioblastoma, o mais mortal  câncer cerebral em adultos. O estudo cumpriu os principais desfechos e demonstrou benefício de sobrevida global em combinação com temozolomida (mediana de 20,5 meses em comparação com 15,6 meses, taxa de risco = 0,66, p = 0,004), além de ganhos na sobrevida livre de progressão (mediana de 7,2 meses em comparação com 4,0 meses, taxa de risco = 0,62, p = 0,001).

Ao lado de tanta inovação, os destaques da pesquisa clínica em 2016 lembram ainda da importância dos cuidados paliativos, estratégia que não apenas se confirmou efetiva para o paciente, prolongando a sobrevida com qualidade, mas também beneficiou cuidadores ao privilegiar a humanização da assistência. Entre os destaques da pesquisa clínica em câncer o relatório também apontou o impacto da prevenção do HPV. A vacinação é hoje a grande arma para reduzir globalmente os cânceres associados ao papilomavírus, especialmente o câncer cervical, e novas pesquisas continuam em andamento.

O câncer é hoje um dos maiores desafios globais. Sete em cada 10 mortes por câncer ocorrem na África, Ásia, América Central e América do Sul. Até o ano de 2030, as mortes por câncer podem aumentar globalmente em até 80%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde. É uma projeção sombria, mas ainda é tempo de reverter a carga global do câncer, essencialmente com estratégias de prevenção.
 
Referência: Clinical Cancer Advances 2016: Annual Report on Progress Against Cancer From the American Society of Clinical Oncology

 
 


Publicidade
NEXT FRONTIERS 2021
Publicidade
MERCK
Publicidade
SANOFI
Publicidade
banner astellas 2019 300x250
Publicidade
banner libbs2019 300x250
Publicidade
Zodiac
Publicidade
300x250 ad onconews200519