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AtualizadoTer, 24 Maio 2022 1pm

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Daichii Sankyo

Fosfoetanolamina não mostra atividade antitumoral nos primeiros testes in vitro

ON10_FRONTPAGE_MAINPIC_NET_OK.jpgEnquanto a aprovação do Projeto de Lei 4639/2016, que trata da liberação do uso da fosfoetanolamina sintética antes do registro pela Anvisa, caminha a passos largos no Senado, os resultados dos primeiros testes com a substância produzida no Instituto de Química da USP de São Carlos, encomendados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mostraram que as cápsulas não são puras, e tampouco apresentam atividade contra células cancerígenas em testes ‘in vitro’.

A análise dos professores Luiz Carlos Dias, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Eliezer Barreiro, coordenador científico do Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (LASSBio), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstrou que as cápsulas verificadas não são puras, e sim contêm cinco componentes, em diferentes concentrações: 32,2% de fosfoetanolamina, 18,2% de monoetanolamina, 3,9% de fosfobisetanolamina, 38,5% de fosfatos e 7,2% de água.
 
O estudo avaliou a atividade citotóxica e antiproliferativa dos compostos sobre células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma ‘in vitro’. Os resultados descritos no relatório parcial demonstram que somente a monoetalonamina apresentou alguma atividade, sendo “várias ordens de magnitude menos potente que os antitumorais cisplatina e gencitabina, utilizados como controle positivo. Já a fosfoetanolamina e a fosfobisetanolamina não apresentaram nenhuma atividade citotóxica nem antiproliferativa em nenhuma das três metodologias utilizadas”, concluiu.
 
Em nota, o ministério informou que os resultados são preliminares e que "não existe ainda um laudo conclusivo sobre a substância."
 
As próximas etapas do estudo incluem a avaliação da atividade citotóxica e antiproliferativa dos três compostos (fosfoetanolamina, monoetanolamina e fosfobisetanolamina) em células de carcinoma de pulmão, células humanas sem câncer, além de testes em camundongos.
 
Os cinco primeiros relatórios das pesquisas financiadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para avaliar a segurança e eficácia da fosfoetanolamina estão disponíveis aqui.
 
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